Art&MusicaLSlides® "O Bhagavad Gita muitissimo simplificado"

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Tá pagando com dinheiro dele, e não com Cartão Corporativo da Presidência.

 

 

"O DINHEIRO FAZ HOMENS RICOS... 

O CONHECIMENTO FAZ HOMENS SÁBIOS...

MAS É A  HUMILDADE QUE FAZ GRANDES HOMENS!"

Homenagem ao Recife!

Clique...

 

 

REMORSO

 

* Milton Medran      

 

Dizendo-se arrependido de todas as maldades feitas na vida, o velho personagem da novela das seis repete, a todo o momento: “Quero pagar pelos meus erros”.

Não acompanhei a trama toda, mas dá para entender que ele foi muito safado desde os primeiros capítulos e agora virou um sujeito legal. Os autores costumam fazer isso no final das novelas. O bem termina vencendo o mal que dominou a maioria dos capítulos.

Na vida real, as coisas não são bem assim. Ninguém se transforma de uma hora para outra. Transformação é processo lento, sentido, dolorido. Nasce da consciência de que o mal que se faz, querendo ofender os outros, atinge em cheio o próprio malfeitor.

        Não há transformação sem dor. Isso não significa que se deva procurar o sofrimento para purgar nossas faltas. A vida oferece mecanismos reparadores que começam lá no íntimo da alma, com um sentimento chamado remorso. Num velho samba do Lupi, há um verso que diz: “O remorso talvez seja a causa de seu sofrimento”. Na verdade, quando bate o remorso, o sofrimento já se instalou na alma e não tem outro jeito de tirá-lo dali senão com a reparação. Mas, a reparação não precisa ser dolorosa. Fazer o bem àqueles que ofendemos ou à sociedade cujas leis violamos deve ser algo prazeroso e reparador. A questão não é pagar, é refazer. A vida é um eterno refazimento. Por isso, nascemos, morremos e renascemos tantas vezes.

        Quando todo mundo entender isso, talvez não necessitemos mais de prisões. O tribunal da consciência, aquele para o qual ninguém consegue mentir, fará do mal um bem e dos erros acertos. Inferno e purgatório são apenas mitos que o tempo há de sepultar. Praticaremos o bem porque ele nos faz felizes e não por medo do castigo.

 

* Milton Rubens Medran Moreira - Advogado e jornalista. Presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre - RS.

MOBILIZAÇÃO GERAL .... 

É... o clima lembra o período que antecedeu a revolução francesa.
O terceiro estado (povo) clama por justiça.

Um milhão de pessoas na Avenida Paulista pela demissão de toda a classe política (ainda sem data marcada).

Este e-mail vai começar a circular e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra o mau político, e contra a degradação da nação está começando. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm acontecido, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos próprios filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer tudo o que for preciso, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' do Brasil, até aqui, falam em cortes de despesas - mas não CORTAM despesas - querem o aumentos de impostos como se não fôssemos o campeão mundial em impostos.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, 14º e 15º salários etc.) dos poderes da República.

2. Redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios. Acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do povo;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de reais/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Acabar com as Câmara Estaduais, que só servem aos seus membros e aos seus familiares.

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e das Assembleias Estaduais .

7. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades; Aliás, 2 partidos apenas como os EUA e outros países adiantados, seria mais que suficiente.

8. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc.., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

9. Acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, as ex-famílias...

10. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

11. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;

12. Acabar com o vaivém semanal dos deputados e respectivas estadias em em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;

13. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós que nunca estão no local de trabalho). HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE CONSULTORIAS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

14. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir aos apadrinhados do poder - há hospitais de cidades com mais administradores que pessoal médico. Às oligarquias locais do partido no poder...

15. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

16. Acabar com as várias aposentadorias por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo LEGISLATIVO.

17. Pedir o pagamento da devolução dos milhões dos empréstimos compulsórios confiscados dos contribuintes, e pagamento IMEDIATO DOS PRECATÓRIOS judiciais;

18. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os ladrões que fizeram fortunas e adquiriram patrimônios de forma indevida e à custa do contribuinte,

manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controle, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;

19. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

20. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

21. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam

cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu patrimônio antes e depois.

22. Pôr os Bancos pagando impostos e, atendendo a todos nos horários do comércio e da indústria.

23. Proibir repasses de verbas para todas e quaisquer ONGs.

24. Fazer uma devassa nas contas do MST e similares, bem como no PT e demais partidos políticos.

25. REVER imediatamente a situação dos Aposentados Federais, Estaduais e Municipais, que precisam muito mais que estes que vivem às custas dos brasileiros trabalhadores e, dos Próprios Aposentados.

26. DEVOLVER urgente os direitos adquiridos dos Trabalhadores Aposentados do regime geral, que foram covardemente roubados pelo governo.


 

27. REVER as indenizações milionárias pagas indevidamente aos "perseguidos políticos" (guerrilheiros).

28. AUDITORIA sobre o perdão de dívidas que o Brasil concedeu a outros países.

29. Acabar com as mordomias (que são abusivas) da aposentadoria do Presidente da Republica, após um mandato, nós temos que trabalhar 35 anos e não temos direito a carro, combustível, segurança, etc.

30. Acabar com o direito do prisioneiro receber mais do que o salário mínimo por filho menor, e, se ele morrer, ainda fica esse beneficio para a família. O prisioneiro deve trabalhar para receber algum benefício, e deveria indenizar a família que ele prejudicou.

Ao "povo", pede-se o reencaminhamento deste e-mail.

 

 


 

 


 

 

 

 


Imagem removida pelo remetente.

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PASME-SE...: ‘Ela’ fala pelo Brasil

26 de fevereiro de 2014

Estado de São Paulo

Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.

Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros - e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.

Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, "haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países" - reduzindo a UE à categoria de "país".

Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: "A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (...). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo - derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (...)". Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são "plantadas pela natureza".

Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. "Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger." É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.

Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que "nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica". Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE "de uma forma mais filosófica" - e, numa frase que faria Kant chorar, disse: "Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial".

Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu - isto é, alhos e bugalhos. "Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando... aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet."

Há muito mais - tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários - um vexame para o País.

Discurso do nosso Batman sobre os recursos infringentes julgados hoje. Sem comentários...

 

 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

 

Crítica ao “voto político” que poupa a quadrilha do mensalão pode ser a saideira de Barbosa do STF

 

 

A revolta contra o que chamou de “voto político” em favor dos réus condenados por formação de quadrilha no mensalão tende a ser um dos últimos gritos de guerra de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Tudo indica que Barbosa vai antecipar sua aposentadoria. Em princípio, não deve encarar a aventura de entrar na política. Mas, até o final de março, tudo pode acontecer. A avaliação geral é que o espectro da ilegitimidade ameaça tomar conta do Brasil, em curto prazo.

 

A provável decisão do STF em favor dos mensaleiros, aliviando a barra na interpretação sobre o que é formação de quadrilha, vai encarar a porteira da impunidade para crimes do colarinho branco no Brasil, beneficiando políticos e empresários parceiros na corrupção. Mesmo após tal advertência feita pelo ministro Luiz Fux, a maioria de seus companheiros preferiu aliviar a punição dos condenados na Ação Penal 470. Decisão nada surpreendente para mortais elevados ao olimpo do Supremo pela canetada do regime petista - em pleno estado autoritário de direito em que vivemos.

 

Os petistas vão festejar duplamente a antecipada saída de Barbosa. Terão a chance de indicar, bem depressa, mais um apadrinhado para a vaga dele. Será mais um avanço no aparelhamento do STF – que ajudará na maioria folgada em votações polêmicas. E com a saída imediata de Barbosa o comando da Justiça fica com o vice Ricardo Lewandowski – que só assumiria a presidência, normalmente, em novembro. Para completar a festa, no meio do ano, o “ex-petista” José Dias Toffoli assume a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

 

Assim que Barbosa sair, e for indicado mais alguém de confiança do PT para o STF, um dos primeiros passos será a colocação em pauta de votação de um novo questionamento da Lei de Anistia de 1979. O cenário para este previsível espetáculo já está armado pela tal “Justiça de Transição” (aliás, ninguém explica: transição para quê, nem para onde?), que é um movimento patrocinado por uma ONG financiada por recursos transnacionais.

 

Um de seus alvos principais é acabar, definitivamente, com qualquer hegemonia das forças armadas. A punição exemplar de alguns militares como “criminosos torturadores” simbolizará a desmoralização final da instituição militar – que é a garantidora efetiva da soberania. Viabilizada pela revogação unilateral da Lei de Anistia (punindo apenas os agentes do Estado e não os militantes meliantes de esquerda que roubaram, mataram, sequestraram e praticaram atos de terror na Era pós-1964), a esquerda cumpre seu objetivo primordial no serviço que presta à Oligarquia Financeira Transnacional: queimar o filme dos militares para que não possam esboçar qualquer reação – parecida com a de 1964.

 

O jogo está manjadíssimo. O primeiro ponto é garantir a hegemonia no Legislativo e avançar na do Judiciário. O segundo é avançar no aparelhamento do Executivo, permanecendo no poder - com a ajuda providencial da fraude eleitoral ou do clientelismo das bolsas vagabundagem que garante o voto de cabresto nas regiões ignorantes do Norte-Nordeste.

 

O terceiro movimento – urgente - é reconquistar a confiança e o apoio da Oligarquia Financeira Transnacional para que tudo isso dê certo e o sistema capimunista continue avançando no Brasil. Se tudo der certo, e Dilma conseguir o milagre de se reeleger, a intenção imediata é a implantação de uma assembleia para reformar a Constituição, para adequá-la aos planos da turma do Foro de São Paulo, que sonha com mais poder e muito dinheiro para viabilizar suas fantasias oníricas.

 

O esquema petralha é ilegítimo, porque não favorece o interesse público e nem garante os direitos individuais. Por isso, tem de ser combatido cirurgicamente. Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira precisam focar em uma bandeira imediata: Legitimidade, já! Só a reconquista da Legitimidade no Brasil permitirá avanços institucionais concretos. O ilegítimo e corrupto modelo em vigor só serve à governança do crime organizado, através das diversas quadrilhas, que agora a maioria do STF resolveu perdoar...

 

Legitimidade, já! Sem ela, o Brasil pode mergulhar em um caos institucional que terá repercussões negativas para o resto do mundo. A consolidação autoritária por aqui tende a comprometer a democracia e a sustentabilidade da economia liberal. Só com Legitimidade conseguiremos reformular um projeto nacional federalista, com reformas políticas e tributárias capazes de viabilizar a produção riquezas sob um regime que respeite os valores humanos essenciais.

 

A Cadeia da Legitimidade vai tirar do poder a petralhada e seus comparsas. Eis a aposta para este ano conturbado e instável de 2014.

 

Mancada Suprema

 

O STF deve dar pelo menos seus votos favoráveis para acatar os embargos infringentes para reverter a condenação por formação de quadrilha de Delúbio Soares, José Genoino, José Dirceu, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.

 

Ontem, votaram a favor deles os ministros Luiz Roberto Barroso, Cármen Lúcia, José Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

 

Logo mais, eles devem contar com o reforço de Rosa Weber e Teori Zavascki.

 

Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello sairão derrotados, junto com Joaquim Barbosa e o relator Luiz Fux, na defesa da manutenção da condenação por formação de quadrilha.

 

Batalha verbal perdida

 

Sinal dos nebulosos tempos políticos em que vivemos foi o embate, ontem, no plenário do STF, entre o presidente Joaquim Barbosa e o ministro Luiz Roberto Barroso.

 

Barroso argumentou: “O Supremo Tribunal Federal é um espaço da razão pública, e não das paixões inflamadas. Antes de ser exemplar e simbólica, a Justiça precisa ser justa, sob pena de não poder ser nem um bom exemplo nem um bom signo”.

 

Barbosa retrucou: “O tempo em que essa quadrilha movimentou toda essa montanha de dinheiro (R$ 70 milhões, comprovados), a forma como esse dinheiro era distribuído aos parlamentares, tudo isso foi objeto de debate intenso aqui neste plenário. Agora, Vossa Excelência me chega aqui com uma fórmula prontinha, não é? Já proclamou inclusive o resultado do julgamento. Vossa Excelência já disse qual é o placar antes mesmo de o colegiado ter votado. A sua decisão não é técnica. É simplesmente política. É isso que estou dizendo”.

 

Barroso devolveu: “Para mal dos pecados de Vossa Excelência, o meu voto vale tanto quanto de Vossa Excelência. O esforço para depreciar quem pensa diferentemente, com todo o respeito, é um déficit civilizatório. Quem pensa diferente de mim só pode estar mal intencionado ou com motivação indevida: é errada essa forma de pensar. Precisamos evoluir. Discutir o argumento e não a pessoa. É assim que se vive civilizadamente”.

 

Pergunta sem resposta

 

Barbosa atirou novamente: “Em que dispositivo do Código Penal se encontram esses parâmetros tarifários que Vossa Excelência está utilizando no seu voto? Isso não existe. É pura discricionariedade de Vossa Excelência. Admita isso”.

 

Dias Toffoli saiu em defesa de Barroso, atacando:

 

“Presidente, vamos ouvir o voto do colega. Todos nós ouvimos Vossa Excelência votar horas e horas, dias e dias, sem interrompê-lo”.

 

Barbosa chutou o balde de Toffoli: “Não seja hipócrita”.

 

Toffoli fez apenas muxoxo: “Vossa Excelência não quer presidir deixando ele proferir o voto. Só porque o voto discorda da opinião de Vossa Excelência!”

 

 

Zé Lampião

 

O relator Luiz Fux deixou claro que “a complexidade do esquema, que atendeu a todos e a cada um dos integrantes da quadrilha, retrata a existência de união estável de três ou mais pessoas para o cometimento de crimes”.

 

Fux produziu uma imagem perfeita para defender o absurdo da absolvição aos mensaleiros no crime de quadrilha:

 

“O bando de Lampião trazia desassossego assim que chegava a cidades do interior, ofendendo a paz social. A associação (do mensalão) também trouxe profunda intranquilidade, não para pequenas sociedades, mas para a República, fazendo desmoronar no ideário de todos os cidadãos brasileiros a crença na democracia. Intranquilidade social maior dificilmente ocorrerá”.

 

Já que a maioria do STF preferiu jogar a favor da quadrilha, a previsão otimista de Fux não deve se concretizar...

 

Ataque aos militares?

 

As Legiões enxergaram no voto de Luiz Roberto Barroso uma menção indireta ao regime militar:

 

“Por essa razão, continuaremos a viver um abominável espetáculo de hipocrisia, em que todos apontam o dedo para todos, enquanto muitos procuram manter ocultos os seus cadáveres no armário. Pior que tudo: temos um sistema político que não atrai vocações, que não mobiliza a juventude, compreensivelmente afastada pelo medo do contágio das práticas aqui denunciadas e condenadas. Vivemos a derrota do idealismo, diluído no argentarismo e na criminalidade política”.

 

Barroso insiste em repetir, sempre que pode, a frase “muitos procuram manter ocultos os seus cadáveres no armário”...