BAlelA - ARte e cULTurA Coisas Que Aprendi Com o Papel Higiênico Rosa dos Anos 80

Coisas Que Aprendi Com o Papel Higiênico Rosa dos Anos 80
 
Quando eu era uma pobre criança,
Com vestido rodado e trança,
Eu usava um papel higiênico rosa
No começo, a experiência foi dolorosa
 
Mas depois me acostumei
Pois este papel tinha vantagens
Onde o sofrimento era um rei,
Proporcionando diversas viagens!
 
Este papel era áspero e rigoroso
No começo só me dava assaduras
Mas ele foi um professor formoso
Ensinando sobre as verdades duras
 
Usando este rosado e reciclado papel
Preparei-me para qualquer pontapé,
De um jeito triste e cruel
Sem perder, totalmente, minha fé
 
Este papel higiênico era tão duro
Que eu chegava a escrever poemas
Sobre meu sentimento mais obscuro
Depois lavava as mãos com sabonete de alfazema
 
Styllus era o nome deste papel
Que fazia sucesso nos anos oitenta
Hoje uso Paloma e não me sinto no céu
Sempre gostei da paixão que arrebenta!
 
Não adianta chamar o mordomo Alfredo
Nem dizer que o papel é branco e macio
Da saudade do Styllus até hoje sinto medo
E sua singela lembrança me dá arrepio.
Luciana do Rocio Mallon
 
 

BAlelA - ARte e cULTurA Doula

Doula
 
Ela é uma mistura de parteira
Com um angelical querubim
Cuidando a gestação inteira
Da grávida tão bem assim
 
A doula prepara a alma da gestante
De um jeito afetuoso e elegante
Ela explica os termos técnicos com sentimento
Assim os detalhes não ficam ao sabor do vento
 
Ela ensina a gestante a respirar
Para evitar a angústia e a dor
Em passos mágicos ao ar
Tão delicados como a flor
 
Quando nasce o pequeno novo ser
A doula ensina os cuidados primeiros
Como amamentar ao amanhecer
Através de gestos verdadeiros
 
Ela sabe que trocar fralda
É um ritual doce e brilhante
Onde o carinho nunca falta
Pois o bebê é uma luz radiante!
 
A doula conhece métodos de partos naturais
Podendo ajudar até em outros astrais
 
Ela é uma mistura de parteira
Com um angelical querubim
Cuidando a gestação inteira
Da grávida tão bem assim.
Luciana do Rocio Mallon
 

BAlelA - ARte e cULTurA Precisamos Acolher os Refugiados Com Respeito

Precisamos Acolher os Refugiados Com Respeito
Todo o país, por mais frágil que seja, tem a obrigação moral de abrigar refugiados de guerra. Pois isto é uma questão de humanidade.
Na época do descobrimento do Brasil, nosso país recebeu os imigrantes portugueses, pois eram os "descobridores". Depois, no século dezenove, acolheu os imigrantes estrangeiros, que vieram trabalhar aqui, porque nos países deles não existiam terras suficientes para o plantio. Depois, durante a Segunda Guerra Mundial, chegaram outros estrangeiros.
Agora, o Brasil, precisa estar de portas abertas para os refugiados de outros lugares.
O problema é que existem pessoas, que são contra isto, porque tem medo que os estrangeiros roubem os empregos delas. Ora, um bom profissional não precisa temer isto. Pois é como diz o ditado: "quem não tem competência, não se estabelece". As criaturas que usam o argumento da falta de emprego, com certeza, são profissionais inseguros que não exercem suas funções com sucesso e usam a crise como desculpa para o fracasso. Além disto, grande parte dos brasileiros tem sangue de estrangeiros em suas veias porque são descendentes dos imigrantes do passado. Por isto temos a obrigação moral de retribuir a oportunidade que nossas gerações anteriores tiveram.
Luciana do Rocio Mallon