BAlelA - ARte e cULTurA O Homem Que Era Apaixonado Pela Cadela de Estimação ( Conto Erótico )

O Homem Que Era Apaixonado Pela Cadela de Estimação
( Relato Real )
Em 1997, quando eu estava na faculdade, sentia atração por um homem que vivia passeando com uma cachorra da raça boxer pela reitoria da UFPR, em Curitiba. Um certo dia, resolvi afagar a cadela para puxar conversa com o dono. Ele me falou que morava num edifício, em frente à universidade e que tinha dificuldade para arrumar namorada.
Então a partir daquele dia, passamos a conversar toda a vez que ele andava com a cachorra.
Uma destas conversas ficou gravada na minha alma, foi quando este homem confessou:
"- Eu amo a minha cadelinha de estimação porque ela faz coisas que nenhuma mulher fez . Pois toda a vez que chego em casa ela me lambe, pula no meu colo e se joga aos meus pés."
Naquele mesmo instante fiquei com inveja, do animal, e me imaginei fantasiada de cachorrinha, lambendo aquele deus grego e pulando no seu colo.
Até que chegou a data de aniversário deste meu amigo e resolvi fazer uma surpresa : fui até o apartamento dele para dar um presente: um livro sobre cachorros. Tomei o elevador , pensei em bater na porta, mas resolvi mexer no trinco e a fechadura estava aberta. Penetrei na sala, mas vi que alguém estava gemendo no quarto. Desta maneira, andei vagarosamente até o recinto e me assustei com uma imagem: a cadela estava mamando no órgão genital do rapaz e ele estava gostando.  Naquele instante, sai correndo  com lágrimas nos olhos. Pelo caminho , ao olhar numa vitrine de um sex shop, me deparei com uma fantasia de cachorrinha. Assim entrei na loja e comprei o traje.
No dia seguinte apertei a campainha do apartamento deste homem.  Ele me atendeu com um sorriso e eu disse:
- Eu já sei de tudo!
Após estas palavras mostrei a fantasia de cadelinha que estava dentro da minha sacola.
O homem olhou assustado, me deu um tapa na cara e gritou:
- Nunca mais volte aqui!
Naquela noite, como eu estaria sozinha em casa, vesti a fantasia de cadelinha e fui uivar para a Lua no jardim.
Para os homens, eu sempre fui o cocô da cachorra do bandido. Porém, naquela noite, apesar da rejeição, a fantasia acariciou minha autoestima e eu me senti uma cadelinha poderosa tão forte capaz de uivar para a Lua.
Deste jeito a Lua penetrou na minha alma e me contou um segredo:
- Um dia você achará alguém que mereça uma cadelinha meiga e obediente como você. Mas, não será qualquer um, terá que ser o dono mais inteligente do universo.
Luciana do Rocio Mallon
 
 
 
 

BAlelA - ARte e cULTurA Vampira Vestida de Ageplay

Vampira Brincando de Ageplay           
                                                 
Séculos eu levei para encontrar
A sua pessoa nesta noite de Luar
Você bateu, sem medo, na minha porta
Pensando que eu estava falecida e morta
 
Eu tenho mais de duzentos anos
Porém pareço uma adolescente
O destino estragou todos os meus planos
De um jeito impiedoso e indecente
 
Esta noite sou sua eterna vampira
Você se perde no meu olhar de safira
Assim eu me transformo na sua menina
Vestida de rosa com roupa de bailarina!
 
A noite é uma cruel adulta
Eu é que sou uma eterna criança
Na sua alma corrompida e adultera
Fazendo justiça com a balança
 
Esta noite sou sua colegial
E você vai bater no meu traseiro
Com o chicote do castigo mau
Pois fiz bagunça o tempo inteiro
 
O seu galho de carvalho
Será o meu chocalho
Tocando uma melodia
No vai e vem da poesia!
 
Você trocará a minha fralda
Numa chuva de talco branco
Um carinho sempre faz falta
Para que tem coração franco!
 
De madrugada, quando eu sentir medo
Você será meu felpudo urso de brinquedo!
Quando o relâmpago vier com a tempestade
Abraçarei o seu corpo protetor de verdade!
 
Esta noite sou sua eterna vampira
Você se perde no meu olhar de safira
Assim eu me transformo na sua menina
Vestida de rosa com roupa de bailarina!
 
Sou uma vampira brincando de ageplay
Sou sua serva e você é o meu rei.
Luciana do Rocio Mallon

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

BAlelA - ARte e cULTurA Amarrada na Roseira

Amarrada na Roseira
                                   
Fechei os olhos sob a Lua rara
Para receber um simples beijo
Mas você me deu um tapa na cara
Ao som de um prateado lampejo
 
Após isto me amarrou na roseira
Começando pelos meus finos braços
De uma maneira muito faceira
Fez nos meus membros vários laços
 
Senti os espinhos na pele macia
Assim transformei-me numa rosa
Escrevendo com dor a poesia
Na folha da pétala maravilhosa!
 
Amarrada na grande roseira
Senti o espírito do seu amor
Com alma da mais pura feiticeira
Notei que a beleza nasce da dor!
 
A luz da lua acendeu o brilho
Do meu apertado espartilho
O meu sangue escorrido virou aurora
Da madrugada que nunca chora
 
Porém sob a luz do Sol
Você chegou como farol
Desamarrou os laços de cetim
E a depressão que havia em mim
 
Amarrada na grande roseira
Descobri que tenho um real dono
Então de uma forma verdadeira
Não posso desistir do meu sonho.
Luciana do Rocio Mallon