BAlelA - ARte e cULTurA Falecimento do Cartunista Carlos Alberto Noviski

Falecimento do Cartunista Carlos Alberto Noviski
                                                                                              
Neste sábado, dia quatro de abril
Algo triste e depressivo aconteceu
O céu deixou de ter seu brilho anil
Pois Carlos Alberto Noviski faleceu !
 
Ele era um excelente artista
Um talentoso desenhista
E um criativo cartunista!
 
Traçava tudo de forma fantástica
Mas, após uma cirurgia bariátrica
Ele deu um cansativo suspiro
E seu compasso fez o último giro!
 
Hoje, ele desenha no céu
Deixando as nuvens coloridas
Pois o mundo fica menos cruel
Quando as cores são atrevidas.
Luciana do Rocio Mallon
 
 
 
 

BAlelA - ARte e cULTurA A Lenda da Pera

A Lenda da Pera
 
Entre o pomar o e jardim
Numa ensolarada manhã
Toda vestida de carmim
Brilhava uma linda maçã
 
Naquele dia ensolarado
O pêssego esverdeado
Apaixonou-se por esta fruta
E com sorte, sem nenhuma luta
 
Um pássaro levou no bico
Este pêssego atrevido
Até a maçã doce e carmim
Assim surgiu uma paixão, sim
 
De um beijo louco, nada sã
Entre o pêssego e a maçã
Surgiu a pera e dela a pereira
De uma forma verdadeira
 
A flor da pera é clara
Com alma pura e rara
Mas, quando uma gota da água
Cai dentro dela como lágrima
 
Ela vira flor da "péra"
Que significa espera
De um jeito imperativo,
Desesperado e altivo!
 
A pera é o alimento
Preferido pelo querubim
Pois tem sentimento
E nasceu de um amor sem fim.
Luciana do Rocio Mallon

 
 
 
 
 
 
 
 

BAlelA - ARte e cULTurA Lenda do Anjo da Castidade

Lenda do Anjo da Castidade       
                                                           
Das lendas que me contaram quando eu era criança, a que mais me traumatizou NÃO foi a Lenda do Lobisomem e NEM a do Bicho Papão, e, sim a Lenda do Anjo da Castidade.
A minha infância foi recheada de causos populares, passados de geração em geração. Apesar dos adultos confessarem, já na primeira infância, que Papai-Noel, Coelhinho da Páscoa e Cegonha nunca existiram, eu passei anos da minha vida acreditando na Lenda do Anjo da Castidade.
Uma vez falaram, desta maneira, para mim:
"- Nunca tenha relações íntimas, antes do casamento, porque o Anjo da Castidade vê tudo. Toda a noite ele visita as meninas para verificar se elas não deram liberdade para algum homem. Então para a garota que nunca foi tocada, o anjo traz, como prêmio,  um marido rico, bonito, viril e fiel. Mas quando este querubim descobre que a menina não é mais donzela, no mesmo instante, ela perde a proteção divina e só consegue maridos bêbados, bandidos, efeminados e maus. Também nunca se esqueça de lavar muito bem as partes íntimas no bidê e de colocar calcinhas delicadas. Pois toda a noite o Anjo da Castidade vem fazer a sua revista. Afinal, este querubim é mais poderoso do que o Cupido, pois ele guia através da sua luz espiritual os companheiros bons somente para as meninas que se preservam."
A partir desta história, eu comecei a me lavar todos dos dias no bidê, antes de dormir, e passei a só vestir calcinhas com rendas, ou, estampas bonitas. Também comecei a acreditar que os melhores homens eram destinados só para as mulheres virgens.
Com o passar do tempo passei a lavar as minhas partes íntimas, várias vezes por dia no bidê, o que estava prejudicando a minha pele. Assim fui à médica que me receitou cremes e falou que eu estava com TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Só depois de alguns anos, descobri que o Anjo da Castidade não passava de uma história que as mães contavam para manter as suas filhas na linha. Pois vi que mulheres travessas conseguiam maridos bons.
Hoje, não tenho mais o TOC, apenas uma ponta de trauma causada pela Lenda do Anjo da Castidade.
Luciana do Rocio Mallon