BAlelA - ARte e cULTurA Cronipoesia

Cronipoesia
                            
Existe poeta que tem uma mágica antena
E escreve sobre o assunto do momento
Numa mistura de crônica com poema
Através de muita paixão e sentimento
 
Ele comenta sobre o dia-a-dia
Sem esquecer a rima e o estribilho
Numa mescla de crônica com poesia
Com emoção e bastante brilho!
 
Este divino, sábio e esperto poeta
Fica ligado e levando choque nas mídias sociais
Adivinhando as notícias como um profeta
Pois tem ligações com os místicos astrais
 
A realidade é que ele faz uma crônica
Misturada com uma criativa poesia
De uma maneira leal e harmônica
Ele inventa e cria a cronipoesia.
Luciana do Rocio Mallon
 
 

BAlelA - ARte e cULTurA Ganhei uma Rosa no Dia da Mulher

Ganhei uma Rosa No Dia da Mulher
                                                                         
Ganhei uma rosa no dia 8 de março
Junto com um parabéns e um abraço
Era uma rosa delicada e branca
Mas que não era nada franca
 
Porque, como um raio, de repente
Como o amor estava ausente
Cada pétala começou a ficar adormecida
Enquanto cada espinho deixava a alma dolorida!
 
A pétala que ficou azul não significava paz
Ela era o símbolo de cada porta fechada
Na cara da mulher que luta a mais
Porém que se nega a ficar calada!
 
A pétala que tornou-se carmim
Significou a injusta violência
Desta sociedade má e ruim
Que nunca tem paciência!
 
A pétala que ficou, totalmente, amarela
Significou uma mulher lutadora sem creche
Que trabalha muito, pega ônibus e mora na favela
E não consegue ninguém para cuidar de seu moleque
 
A pétala que tornou-se roxa, quase lilás
Significou que uma moça é estuprada a cada segundo
Sempre por um homem ou mais de um rapaz
Causando um trauma eterno e muito profundo
 
Ganhei uma rosa no dia 8 de março
Junto com um parabéns e um abraço
Porém, esta rosa que tornou-se colorida
Representou toda mulher e cada sua ferida.
Luciana do Rocio Mallon
 
 
 
 
 
 
 

Lendas de Treze Tílias      
Esta lenda foi contada por Dona Gertrudes, antiga moradora da cidade de Treze Tílias, localizada no oeste de Santa Catarina.
Reza a lenda que em 1933, na Áustria, alguns agricultores ficaram sem terra para plantar e por isto sonhavam em se mudar para outro país. Naquela mesma região havia uma garota chamada Hildegard que vivia escutando da sua mãe:
- Nunca vá para a floresta vermelha, pois lá tem fantasmas e mulheres enterradas em árvores.
Porém, isto sempre aguçava a curiosidade da garota.
Um certo dia, sua mãe saiu da aldeia, em direção à cidade, e avisou à menina:
- Irei até o centro com o objetivo de ver a nossa mudança para outro país. Portanto, fique em casa, comporte-se e não vá para a floresta vermelha.
Alguns minutos após a saída de sua mãe, Hidegard tomou coragem e foi até ao bosque proibido. Lá ela perdeu-se entre um circulo de tílias e passou a escutar vozes femininas que diziam:
- Socorro!                                            
- Tire-nos daqui!                                                             
- Leve-nos para outro lugar!
Deste jeito, a garota perguntou em voz alta:
- Quem são vocês?
De repente, espíritos em formatos femininos saíram de treze árvores e a mais velha disse:
- Na Idade Média, nós éramos lindas ciganas, mas fomos acusadas injustamente de bruxaria. Por isto, nos mataram e colocaram nossos corpos dentro destas árvores. Porém, há um jeito do nosso espírito se libertar, para isto você precisa pegar treze mudas de tílias e plantá-las em outro país, enquanto recita o poema Die Dreizehnlinden do escritor Wilhelm Weber, que acreditava em nossa lenda.
Desta maneira esta criança pegou as mudas das plantas e voltou para casa. Quando sua mãe chegou, disse a seguinte novidade:
- Hildegard, arrume as suas malas. Pois, iremos para o Brasil.
Assim, as duas junto com um grupo de agricultores austríacos, foram para o novo país e receberam terras no oeste do estado de Santa Catarina.
Quando chegou ao novo solo, Hildegard logo plantou as mudas de treze tílias. Naquele mesmo instante, apareceram os espíritos das treze ciganas que falaram:
- Estamos livres e agradecemos pelas suas atitudes. Por isto, somos suas servas, agora.
A partir daquele dia, as almas destas mulheres passaram a ajudar Hildegard em tudo: na lavoura e no serviço de casa.
O problema é que algumas pessoas passaram a ver os fantasmas delas e o casarão da garota, que era todo pintado de cor de rosa, passou a ter fama de mal-assombrado. Por isto, até hoje esta residência está de pé e é conhecida como a casa cor de rosa do centro de Treze Tílias. Dizem que para ver as ciganas, basta deixar treze maçãs na porta do casarão, numa sexta-feira, de Lua cheia.
Reza a lenda que esta cidade foi batizada de Treze Tílias porque o ministro da agricultura da Áustria, chamado Andreas Thaler, era fã do poema Treze Tílias do escritor Weber, que acreditava no causo das treze ciganas enterradas dentro da árvore, durante a Idade Média e fez a obra inspirado tanto nelas quanto nestas árvores.
Luciana do Rocio Mallon