Art&MusicaLSlides® José Reis Chaves - "A Teologia dos Cristãos Primitivos Era Mitológica - OTtempo - Belo Horizonte"
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segunda-feira, 4 de abril de 2011A TEOLOGIA DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS ERA MITOLÓGICA As tradições religiosas e mitológicas dos países circunvizinhos da Palestina estão presentes no Judaísmo, que os transmitiu para o cristianismo. Aliás, todos os primeiros cristãos, inclusive Jesus, eram judeus. Assim, muitos teólogos cristãos antigos colocaram em suas elucubrações teológicas idéias mitológicas. E é estranho que a teologia cristã do Terceiro Milênio ainda esteja mesclada de mitologia! A palavra base da mitologia é mito, sinônimo de fábula e de mentira. Mitomania é mania de mentir. E a mitologia tornou-se importante nos trabalhos eruditos modernos como subsídio da ciência da história das religiões. Mas questões religiosas mitológicas não devem ser interpretadas literalmente. A própria Bíblia, que recebeu também influências mitológicas, tem muitos textos que não podem ser interpretados literalmente. Nas Escrituras Sagradas, nós espíritos humanos encarnados e desencarnados somos chamados de filhos de Deus e, também, de deuses (Salmo 82, 6; são João 10,34; e 1 Samuel 28,13). E Jesus, é óbvio, é também Filho de Deus e Deus, mas relativo. Sim, Jesus e todos nós somos deuses relativos, pois Deus absoluto é só um (1 Timóteo 2,5), o que é Pai e Mãe de todos nós. Porém, por Jesus ser um Filho especialíssimo de Deus e por influência da mitologia, os teólogos O transformaram Quando Jesus disse esta frase: "O que ligares na Terra está ligado nos céus", ela não foi só para os apóstolos, mas também, para todos os seus discípulos daquela época e de todos os tempos. Igualmente, aquela conhecida frase de perdoar pecados vale para todos nós. Realmente, não só os apóstolos e o clero, mas todos nós podemos e até devemos perdoar sempre ou setenta vezes sete aos que nos ofendem, o que fica ligado nos céus, como nos ensina também a lei de causa e efeito ou cármica. No caso de que essas referências de Jesus fossem mesmo apenas para as autoridades religiosas sucessoras dos seus apóstolos, por que essa exclusividade não está explícita na Bíblia? Isso mais me parece uma pretensão inconsciente, oriunda não só da mitologia, mas também e, principalmente, do ego ou egoísmo dos nossos irmãos eclesiásticos e teólogos antigos, medievais, modernos e contemporâneos. E é por isso e outras coisas mais que o cristianismo sempre esteve dividido e está também, atualmente, sendo preterido por outras religiões, quando não pelo materialismo! PS: Agradeço aos leitores de O TEMPO, que me parabenizaram pela minha presença recente no programa espírita Transição, da Rede TV, agora em novo horário: às 16:15h dos domingos. Obs.: Esta coluna, de Outros colunistas de O TEMPO: Miriam Leitão, Vittorio Medioli, Arnaldo Jabor, Dora Kramer, Laura Medioli, João Batista Libânio (teólogo Jesuíta), Elio Gaspari, Xico Sá, Luiz Carlos Bernardes, Torquato (USP), Luiz Aureliano, Gilda de Castro, Manoel Lobato, Murilo Badaró (Presidente da Academia Mineira de Letras), Robson Damasceno Reis, Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, Teodomiro Braga, Ana Elizabeth Diniz, Trigueirinho, Leonardo Boff, José Dirceu (ex-ministro do Lula), Tostão e outros.
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