Art&MusicaLSlides® "Brasil - Ponderações acerca do quadro político atual - Avaliações e Perspectivas"
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011Brasil Ponderações acerca do quadro político atual - Avaliações e Perspectivas * Lourenço Nisticò Sanches Em novembro de 2007, elaborei um escrito que intitulei "A cama de Procrusto e o leito do PT", fazendo uma analogia com a história mitológica grega que narra a "aplicação da equidade" entre os homens e o que já vem se observando com relação aos intentos do PT, face o que se antevia de suas práticas matreiras de distribuição de cestas básicas a título piegas de estratégia de redistribuição de renda. Por oportuno, reeditei há poucos dias esse texto. Nosso país, cuja massiva maioria da população encontra-se à margem do que podemos chamar tecnicamente de "sociedade de consumo" observa, nessa imensa base da pirâmide, conveniente "massa crítica" a ser manipulada com fins eminentemente eleitoreiros por personagens travestidos de populistas – visto ainda vivermos em um sistema político presidencial alicerçado na democracia, onde o voto individual contempla idêntica validade para todos os cidadãos. Potencializando, de forma a favorecer os objetivos escusos do PT, essa maioria da população ainda claudica na cultura e no entendimento do que seja a chamada politização. Historicamente o Brasil sempre se destacou – politicamente – por concentrar as atenções do eleitor muito mais no nome dos candidatos do que nos partidos políticos, diferentemente do que ocorre nos USA e em outros países. Assim, pois, temos favorecido, e ainda mais fertilizado, o campo para a ascensão de personagens nem sempre comprometidos com os reais interesses públicos do país e com a democracia. Políticos possuidores de carisma pessoal, de "fala fácil" – mas com compromissos ocultos – sustentados pela dedicação e empenho de uma agremiação política radical e persistente – que hora já se encontra divorciada de seus idealistas fundadores, aproveitam-se desse quadro para consumar interesses pessoais espúreos, de ideologia estranha à nossa tradição – que muito mais têm haver com decadentes grupelhos que ainda subsistem internacionalmente, cá e acolá sob a sombra de execráveis caudilhos. Temos que admitir que a unidade partidária desde sempre foi incansavelmente perseguida pelo PT, de forma até policialesca, fazendo com que seus membros – consciente ou inconscientemente, seguissem fiel e religiosamente a "cartilha" do partido; a história mundial mais recente nos aponta no nazismo e no comunismo exemplos similares dessa prática. A sanha do PT em assumir o poder, nacionalmente, fez com que o partido concentrasse todos os seus esforços e recursos – de curto, médio e longo prazos, incansavelmente nesse objetivo. As derrotas sofridas nas eleições presidenciais em nada abalaram sua disposição, aliás, serviram para que diligentemente tirassem proveito das experiências. Evidentemente ao conquistar o poder, o planejamento que já vinha sendo desenvolvido com vistas à sua manutenção e continuidade exigiu a aplicação de uma multiplicidade de medidas ainda mais enérgicas e de abrangência nacional, permeando por todos os níveis e escalões da administração pública que foi incrivelmente aparelhada. Também foi necessário "cativar" a simpatia dos "donos do capital", para consumarem a conhecida aliança "Massa + Poder Econômico", tudo sincronizado pela batuta política amoral de nossos atuais governantes - entenda-se o Sr. da Silva, Sra. Roussef (que "guarda" a cadeira para o desejado - o dele! - regresso de seu antecessor), cercados de uma verdadeira canalha que aos poucos vêm sendo defenestrada, um a um - graças ao empenho da imprensa e dos cidadãos de bem deste país! Mais ainda deverá ser dito com relação à seqüestradora e terrorista declarada que hoje encontra-se empoleirada na poltrona presidencial, inexperiente por definição na gestão pública, à qual insistentemente se é tentado passar uma imagem completamente desvirtuada e desvinculada de sua realidade pessoal. A simpatia da "Massa", historicamente oprimida no Brasil, tem sido alvo da fala bravateira e descompromissada do governo, que tem no Sr. da Silva o seu maior "expoente público" – mantendo na retaguarda (embora ainda ativos, nas sombras) demais "companheiros" que foram oficialmente afastados por corrupção, atos não republicanos e praticas nocivas ao povo brasileiro. A identificação da "Massa" com o bravateiro-mor, visto como herói de história em quadrinhos (é esse o seu nível, possivelmente ainda menor) é plenamente compreensível, e os minguados níqueis que são entregues sob nomes pomposos de "programas de inclusão assistencial" (diga-se de passagem, foram criados no início da década de 90 pelo Banco Mundial), lamentavelmente são recebidos como "favores" - tal é a nossa cultura desde a época dos "senhores de engenho". E a fala uníssona de toda a malta governista repisa insistentemente essa falácia. Jogando uma "cortina de fumaça" aos olhos da "Massa", foi apresentada em 2010 certa senhora que comunga do mesmo ideário (será que objetivos amorais podem ser assim denominados?) como candidata ungida pelo bravateiro mor...,e pasme-se: ganhou as eleiçoes presidenciais! E a oposição faz o quê? Infelizmente o mesmo denodo jamais se verificou em nenhum dos partidos da oposição – especialmente PSDB e DEM. Estas agremiações em pauta, reúnem políticos, muitos dos quais visivelmente conceituados em seus estados de origem, mas de menor expressão em termos nacionais. Sua preocupação tem sido muito mais centrada em planos de curto e médio prazos, vinculados ao personalismo e não ao interesse comum da agremiação e, por conseguinte do povo brasileiro. Não se manifesta a esperada orientação para rígida e diuturnamente trilhar um caminho pré-determinado e concebido com vistas à conquista do poder federal. Pensa-se muito mais localmente do que nacionalmente, o que somente vem a acontecer quando avizinham-se as campanhas para presidência da república; e mesmo nesse momento é necessário que se busque o "entendimento" e a "convergência" entre seus membros, e que cessem as disputas internas, processo esse que enfraquece sobremaneira as forças oposicionistas e o seu potencial de vitória. Acredito, entretanto, que ainda seja possível "virar o jogo" a partir das eleições próximas para prefeitura e assim criar uma base mais consistente a fim de desatrelar o PT do governo federal em 2014, para que a ele não mais retorne, aliás, urge que assim o seja, caso contrário o PT se fortalecerá ainda mais com esse 3º mandato e, com efeitos devastadores, poderá alijar a oposição por longos e tenebrosos anos de ter a chance de vir novamente a postular o poder com reais chances de vitória. Para isso, tal e qual o exemplo do soro antiofídico que é elaborado a partir do veneno da cobra, é necessário a disciplinada aplicação de postura similar à verificada no PT, e igualmente a exemplar competência na comunicação com a "Massa". Não existe mais espaço para divergências e projetos pessoais se sobrepondo, todos deverão abrir mão do personalismo e "viver" o projeto nacional com vistas a conquista da cadeira presidencial em 2014 para por fim à corrupção desenfreada verificada desde 2002 e recolocar o Brasil nos trilhos que o conduzam ao progresso sustentável, à sériedade nos programas de distribuição de renda - não com esmolas pagas exclusivamente com o suor daqueles que trabalham, de equidade social e da aplicação de valores morais universalmente respeitados, da responsabilidade substantiva da Justiça - e não adjetivamente a serviço dos que se encontram temporariamente no poder, observância total ao respeito às instituições, enfim com a materialização de tudo aquilo que um cidadão de bem busca em seu país para que possa construir sua família e viver dignamente com liberdade. Nesse verdadeiro amalgama ideológico (ou serão de interesses apenas passageiros...?) deve-se deixar transparecer ao eleitor uma união jamais vista em nosso país, com o objetivo o mais nacionalista possível de inclusão de todos os cidadãos numa nova sociedade a ser construída, solidamente preparada para os desafios do amanhã, e não apenas pensando o presente, o curto prazo, como se o mundo de hoje estivesse aos nossos pés... e o amanhã a "Deus pertence"... Chega ! Deve-se demonstrar com extrema clareza (a ser percebida até pelo analfabeto!) que o nosso presente será a base sólida para o amanhã e que o "projeto nacional da oposição" exige a inclusão social de todos, com a melhora de sua qualidade de vida – em todos os sentidos, para que a "família brasileira" se distinga das existentes nos demais países - não só pelas riquezas naturais que o país possui, mas pela capacidade e competência de seu povo em explorá-las e de poder usufruí-las digna e fraternalmente – em sentido igualitário, como se espera em toda família. Não mais "patinhos feios", não mais excluídos ou cidadãos de classe inferior desta ou daquela região, mas sim o orgulho de ser brasileiro, livre e com a possibilidade de materializar todos os seus sonhos, dependendo apenas de sua garra, competencia e dedicação. O Brasil do amanhã reserva espaço para todos que dele desejarem participar! O outro lado da moeda, em termos de comunicação com a "Massa", exige que concomitantemente se minimize, procurando mesmo anular o "efeito bravata" do Sr. da Silva e de seus asseclas junto à população. Desmascarar com competência, não deixando transparecer mero ataque ao atual "ídolo das histórias de gibi" (é como a "Massa" o vê), mas "mostrando" que apesar disso ou daquilo de bom que tenha feito – sobre o alicerce da herança dos governos anteriores e da herança constituída pelo "Plano Real" com a estabilidade econômica e financeira! – seus pés estão sujos e são de barro. Buscar massificar e diuturnamente incutir na mente do eleitor que o Sr. da Silva atingiu o seu "ponto máximo", ou o chamado nível de saturação - de incompetência mesmo (isso de a muito!); a permanecer no poder, o PT irá fazer com que o povo brasileiro perca o "bonde da história" e o que é mais lamentável, os ganhos obtidos em seus 9 anos de governo (se é que o tiveram...) estarão totalmente perdidos – à exemplo da plástica embelezadora que se não for adequadamente cuidada deixará, em curto prazo, o indivíduo em situação pior do que a anterior à cirurgia. O mundo é dinâmico, não estático, portanto exige que acompanhemos seu desenvolvimento par e passo, e imprimamos ainda maior velocidade se desejarmos como país alguma liderança no contexto internacional. Teremos que ser ainda mais ágeis e competentes, e o povo brasileiro adequadamente conscientizado de seu potencial, com a necessária e consistente ajuda não populesca, e a liderança de um governo sério e honrado "pode e merece muito mais" ! Finalizando estas ponderações é necessário que se frize a urgência em que a estratégia apontada seja implementada internamente, junto a todos os membros, nos diferentes níveis dos partidos de oposição, notadamente PSDB e DEM, e externamente a todos os quadrantes da nação, nas diferentes mídias e veículos, com especial atenção para a Internet e suas inúmeras possibilidades, tudo visando o objetivo único de conquistar a possibilidade de administrar com seriedade e lisura os destinos de nossa nação! Viva a democracia, viva o povo brasileiro e, Viva o Brasil ! 12 de dezembro de 2011

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