Art&MusicaLSlides® Fauser - "Desancando, sem falsidades, os lulopetistas"
Filed Under : by Madereira
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011Caros,
Segue abaixo cópia do artigo que meu velho amigo
Além de ótimo cartunista, Cao tem uma escrita ferina,
Não é demais lembrar que
Há um ano recebi por e-mail uma mensagem natalina, postada para mais pessoas, de simpatizante petista. A íntegra do texto, desfilando agruras existenciais impróprias para a ocasião, me escapa. Mas lembro de um “Resistamos!” grafado com destaque, dando ênfase à fossa. Aquilo me intrigou por um fato: Lula acabara de lograr seu intento – eleger Dilma – e os assim ditos “de esquerda” viviam o melhor dos mundos. A escrevinhação, portanto, contradizia o clima largamente festivo. Aí fui eu quem não resistiu. Repliquei ironizando o choramingo e a incoerência. “Resistamos”? Por acaso o tal projeto de vinte anos no poder já não estava desenhado e bem encaminhado? O “salvador”, intentando perpetuar seu nome, não fizera a sucessora? O Brasil do “nunca antes” não era uma encantadora realidade? Então, como assim, “resistamos”?
Acabamos num mal teclado bate-boca e a réplica com o óbvio pipocar de clichês já era esperada. Eles não resistem, oops!, aos surrados “burguês” e “fascista”. Veio a virada do ano e na crônica “Catarse” escancarei meu esconjuro pelo alívio de ver o mágico deixar finalmente o trono. De novo os chavões. Cobras e lagartos de diversas procedências ressurgiram em minha caixa. A mais bizarra das pérolas talvez tenha sido o “agora você precisa dividir os assentos nos aviões com os pobres”. O mau humor dessa gente me intriga. Observem, caros e pacientes leitores, mesmo quando aprumados em palácio, a carranca dos afeitos ao totalitarismo é gritante. Estejam suas hortas secas ou irrigadas, em público todos portam um semblante predominantemente fechado, duro, e expõem um humor bilioso. É Chávez, Fidel, Evo, Costa e Silva, Geisel, Figueiredo, Brejnev, Kim-Jong, Mao, Idi Amin Dada, Kadáfi, Lula (quando dava folga ao palhaço) e por aí vai. Todos uns mordidos.
Um ano depois – ou nove, se preferirem – eu gostaria de ouvir novamente meus furiosos desafetos. O que têm a dizer sobre o risível desempenho do ministro do Trabalho Carlos Lupi e a matula já escorraçada pela vassoura de Dilma. Flagrado com a mão em muitas cumbucas (260 milhões em contratos irregulares), Lupi revelou explícita e definitivamente como pensa e se acha esse primitivo espécime, o político brasileiro. Todos viram o falastrão e bravateador, quando convidado a largar o osso, desafiar a presidente vociferando “daqui só saio a bala”. Eita farra! Como nunca antes na história desse país, o rastro deixado por Lula escancara cada vez mais esses métodos na lida da coisa pública. Sem a menor intenção de prestar contas, os ocupantes de cargos sentem-se donos das instituições. Servidores do povão? O que é isso?
Meu endereço está aí na página, não se façam de rogados. Sejam mais criativos, evitem “imprensa golpista”, “burguesia falida”, “fascistoide”, “direita rancorosa”. É imaginação pouca. Vamos lá! Estou curioso. Quero ouvi-los defendendo a descarada politicalha, sempre pronta a tungar sistematicamente o resultado de cinco meses do nosso trabalho. Ah! E, por favor, também evitem o único e roto argumento mais ou menos razoável: a decantada inclusão de tantos pobres na classe média. Expliquem o mensalão, definido pelos envolvidos como “crime menor”, “delírio”, “armação midiática”. Dissertem sobre Marcos Valério e João Paulo Cunha, este guindado à presidência da, imaginem! Comissão de Constituição e Justiça.
É... Com essa correição de comunistas capitalistas ainda acabaremos colônia da próspera Cuba. E a sede do regente, provavelmente bolivariano, será Carajás.
Resistamos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário