Art&MusicaLSlides® "Desencontros do cotidiano"
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Desencontros do cotidiano Em nosso dia-a-dia somos defrontados com inúmeras situações, muitas delas decorrentes de nossas próprias – e algumas vezes equivocadas, decisões que acabam por provocar contrariedades e, por conseqüência, aborrecimentos; em nós mesmos e aos outros. É natural que assim ocorra, especialmente quando nos conscientizamos das mazelas que ainda fazem parte de nossa vida em face do atual estágio de evolução que nos encontramos – todos nós. Pensar e repensar cada mínima atitude não é algo que faça parte do trivial..., estamos mais habituados a "ter certo comportamento pessoal" a que muitos denominam "personalidade"; às vezes "tão forte que chega a ser marcante"! Alguns até sentem disso motivo de orgulho. Se por apenas um instante nos detivermos para olhar ao nosso derredor iremos perceber que o individualismo não se coaduna com uma saudável qualidade de vida, com a esperada "leveza de uma vida" tendo como objetivo alcançar relativa e possível alegria – mesmo com as atribulações a ela inerentes, e assim conquistar o progresso almejado. Ao concluir que necessitamos uns dos outros para enfrentar nossa caminhada, seguramente nos amalgaremos melhor – sem receio da perda de identidade - mas com autoconfiança, junto daqueles que, de alguma maneira, convivemos e nos acompanham na jornada terrena, merecedores que são de nossa consideração e respeito às suas também "personalidades" que os caracterizam. A experiência em que se constitui nossa vida exige a maleabilidade construtiva a fim de que possamos sair do individualismo e nos tornarmos parte, constituindo o plural, unindo esforços, compartilhando desejos, aquisições e a conquista de ideais que passam a se tornar comuns. Tudo torna-se mais brando e fácil ao adotarmos esse comportamento como hábito e modo de vida! Sabemos que de nada valeria uma vida asceta para o desenvolvimento pessoal ou espiritual, e mesmo intelectual – visto não serem colocados em prática os conhecimentos porventura adquiridos, e estes não têm utilidade apenas para nos outros, mas devem ser disponibilizados com amor fraterno a todos quanto pudermos. Tal é a razão da constituição de uma sociedade – independentemente de sua dimensão, desde um simples núcleo familiar, composto de apenas dois seres, até a de um país inteiro, ou do mundo - globalizado como ora observamos. Todas as nossas decisões, por menores e mais simples que possam ser, envolvem – de alguma forma, e intensidade variável, o plural; não têm reflexos apenas em nós próprios; não somos únicos, fazemos parte, mesmo que nossa "forte personalidade" assim não entenda... Pensemos nisso. 27 de janeiro de 2012




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