Art&MusicaLSlides® "Custe o que custar"
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012Nos idos de 1994 tive a sempre reiterada felicidade de visitar um país que amo: Portugal
Não são apenas os laços que unem o Brasil ao país que o descobriu, mas especialmente pela sua gente. Mantemos afinidades culturais, de usos e costumes que se constituem em um liame perpétuo a unir povos fraternos e que tanto possuem em comum.
Alguns anos antes, em 1974, também estive em Portugal – mais precisamente durante a chamada “Revolução dos Cravos”. Hospedava-me àquela época no Hotel Diplomático (ainda era moderno) na Rua dos Castilhos, apenas a algumas quadras da Praça Marques do Pombal. Por recomendação permaneci nas dependências do hotel naqueles dias, visto que os “revolucionários” não estavam vendo com bons olhos os brasileiros, chamados então de “fascistas” em face do regime de governo que existia no Brasil.
Fiquei muito triste em testemunhar um cenário de irresponsabilidades protagonizado por aqueles “revolucionários” – e seus comparsas – que digladiavam entre si para assumir o poder... Ah, o poder!
Amigos muito queridos, que sempre deram tudo de si para construírem certo patrimônio que asseguraria um outono mais tranqüilo em suas vidas tiveram seus bens confiscados... Uma tradicional família amiga, proprietária de uma construtora de renome, teve o edifício que havia construído com apartamentos para si e seus 5 filhos invadido pelos “novos amigos” dos “revoltosos” e lá estabeleceram seus escritórios diplomáticos...; meu amigo e sua esposa faleceram alguns anos depois sem terem reavido seus bens...
Em 1994 fui jantar em um aprazível restaurante na cidade litorânea do Faro, a caminho da divisa com Espanha. Estávamos nos deliciando com uma fantástica “cataplana” quando um dos garçons perguntou-me se era brasileiro e, ao responder que sim, ato contínuo trouxe um “colega de trabalho” para nos apresentar. Era um senhor brasileiro já com neve em seus cabelos que havia saído do Brasil com sua esposa e refugiara-se no país irmão. Esse senhor havia sido proprietário de uma padaria na cidade de Niterói e no andar superior da mesma edificação mantinha o seu lar. Propriedade sua que conseguiu após décadas de luta e trabalho duro... Já com idade para pensar em se aposentar, decidiu por vender seu negócio e com ele sua propriedade, incluindo sua casa. Assim o fez e, dias após ter recebido o dinheiro e já planejando com sua esposa para onde iriam se mudar e de que forma iriam investir seus recursos, o governo brasileiro confiscou todos os depósitos bancários da população, a título de um famigerado plano de combate a inflação. O dinheiro só iria ser devolvido a base do “conta-gotas”, mensalmente...
Ao ler a notícia a seguir e fazendo uma singela – porém consistente, avaliação do que se passa em Portugal atualmente, verificando a “substância, ou falta de” que embasa os temporários detentores do poder político, volto a ficar imensamente triste... Por formação, e convicção, não sou adepto à violência – em nenhuma hipótese, mas muitas vezes torna-se difícil suportar tantos mal feitos tanta ignomínia praticada em nome de interesses escusos que beneficiam a uns poucos e sua caterva vampiresca que usurpam o poder através da “fala-fácil” e descompromissada – sem caráter !
Uno-me ao clamor de meus irmãos portugueses, todos aqueles que estão pacificamente padecendo pelos desmandos daqueles que estão “aboletados” no poder e ditam regras para que o povo as cumpra..., não eles, e nem os seus comparsas, seguramente!
Amigos, este é um desabafo indignado de um brasileiro que assim como os portugueses tem sentido na própria pele, e na dos seus mais próximos, as duras e injustas penas que nos têm sido impostas. Oxalá possamos reverter essa situação sem que mais sofrimento seja preciso suportar – de nenhum tipo de dor!
Diz o coronel Duran Clemente:
“Estes imaturos e ignorantes governantes nem sequer sabem que esta frase é de Hitler e foi lema do tenebroso nazismo..."custe o que custar" foi palavra de ordem...para em nome da defesa dos custos da guerra os nazistas justificarem todos os horrores porque passaram os o povos...enquanto uma pequena elite militar e civil se pavoneava e os industriais de armamento enriqueciam....
Ao menos Sr. Passos Coelho..saia da toca, leia mais história...tenha pudor. Olhe e tenha mais respeito pelas gentes do seu país...de quem você não é dono (e cuja legitimidade do lugar que ocupa, há muito está em causa, porque mentiu na campanha eleitoral de forma vergonhosa!!!)...Deixe de ser um vaidoso e imaturo lacaio do tenebroso Neo-Liberalismo que está a querer matar esta velha Europa e os seus povos ... NÃO DEIXAREMOS... NÃO PASSARÃO... é a nossa palavra de ordem.

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