Art&MusicaLSlides® "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas" - Ligue o som !
Filed Under : by Madereira
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012Marcha da Quarta-Feira de Cinzas *Lourenço Nisticò Sanches Composição gravada inicialmente por Jorge Goulart em Com sua mensagem disfarçada por um lirismo melancólico de uma marcha-rancho, a composição pode ser considerada um belo exemplar do gênero música de protesto. A passagem com o acorde que antecede frase "e no entanto é preciso cantar", após a pungente primeira parte, cria um momento mágico, na medida em que envolve o cantar suave embalado por um simples violão. A bela composição apresenta-se extremamente atual, não mais com o sentido político que lhe fora dado em 1963, mas em decorrência das sensíveis alterações de ordem cultural ocorridas no mundo, e particularmente em nossa sociedade, transformando e deteriorando os hábitos e costumes de então, estes lastreados em valores perenes. Exceptuando-se os elogiáveis trabalhos artísticos presentes nas "escolas de samba", bem assim seus desfiles com música e enredo lastreado em alguma cultura, as criativas fantasias - mas não a falta delas, destaca-se do lugar comum transformando-se em uma das "festas populares" mais vistas pelo mundo, e em tempo real. As "festividades consagradas a Momo", entretanto, fazem uso – e abuso – da liberdade excessiva e inconseqüente, ao comando do "tudo é permitido no Carnaval" sob a batuta da permissividade que enseja a imoralidade com suas nefastas conseqüências – muitas vezes irreparáveis… Os eventos de rua, tais como os "corsos" e o bailes nos salões de clubes primavam pela alegria saudável e pelo brincar saudável com o necessário respeito, mas infelizmente os "tempos" são outros... Marcha De Quarta-Feira De Cinzas Vinicius de Moraes – Carlos Lyra Acabou nosso carnaval Pelas ruas o que se vê E, no entanto é preciso cantar A tristeza que a gente tem Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz"
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz


Nenhum comentário:
Postar um comentário