Art&MusicaLSlides® LSlides - "Quão duradouro é o meu capital?"

 

Quão duradouro é o meu capital?

 

A partir de meado do século passado - mais precisamente após a 2ª Grande Guerra, o mundo vem apresentando uma espantosa velocidade em busca da modernidade... Esta que desde sempre existiu em relação ao passado, ao "ontem, ao "anterior", mas não de forma tão vertiginosa como agora; e cada vez mais célere!

Nada mais nos surpreende... As invenções já "saem" obsoletas das pranchetas (ou das telas de computadores, melhor dizendo...) antes mesmo desses novos aparatos serem produzidos.

Pasmos diante de tanta novidade – muitas delas nos sugerindo a pergunta: "afinal prá que serve isso?" – restamos impotentes...

Nada a condenar o avanço que se impõe à humanidade, à civilização, mas o questionamento quanto à velocidade observada nos incita à reflexão:

Será que os interesses subalternos exclusivos do poder, unicamente pelo poder em si mesmo, não estarão por detrás do frenesi ditando esse ritmo, verdadeiramente alucinante para a maioria de nós?

Refiro-me especialmente às grandes empresas, apátridas por sua natureza essencialmente especulativa e totalmente direcionada para a realização do lucro almejado por seus acionistas majoritários a fim de satisfazer uma sanha que nada tem a ver com o espírito humanitário – esse mesmo que é pregado por todas as filosofias religiosas, e até pelos "clubes de serviço", i.e, Rotary, Lions e até pela, Maçonaria, etc?

Temos nos apercebido, sendo mesmo amplo e universal, dos comentários acerca da degradação dos costumes – esses os quais a educação que nos foi transmitida renega – as drogas alucinógenas campeiam destruindo a juventude em todos os níveis da sociedade, corrompendo e subvertendo os valores de uma geração que deverá nos suceder...

Como isso se dará? Sobre quais alicerces? O que têm feito nossos governantes a esse respeito?

Estejamos conscientes de que tudo o que é material é efêmero e, portanto, as bases para o progresso e o desenvolvimento sólidos da humanidade repousam sobre outros valores: éticos e morais, sobre os deveres e responsabilidades, enfim norteados pelos bons costumes e pelo respeito ao próximo, assim como cada um de nós igualmente deseja ser considerado.

Há muito, nos primórdios, os seres humanos grunhiam, pintavam seus corpos para atemorizar seus inimigos, arrastavam suas fêmeas pelos cabelos, viviam nas cavernas e imperava a "lei do mais forte"... Estaremos nós fazendo o mesmo, trocando o tacape pelo vil metal e fundando o império de quem tem mais moedas em seu bolso?

Tudo é válido para subir algumas posições nas "listas" anualmente editadas relacionando os mais afortunados, financeiramente, do planeta!

Serão mesmos esses os valores que nos conduzirão ao progresso, à evolução e ao desenvolvimento?

Não deveriamos estar mais voltados, e preocupados, com o plural da sociedade? Dedicarmos nossa atenção e esforços para sua melhoria?

Sendo o horizonte de nossas vidas tão curto, e certos de nossa eternidade, o que levaremos como bagagem para "o depois"?

Certamente não será o butim resultante de nossa "fortuna obtida a qualquer custo!"

Pensemos nisso...
 
7 de maio de 2012
 
 

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