Art&MusicaLSlides® "O Universo que encerra a Mente Humana"

 
 

 

O Universo que encerra a Mente Humana

 

Lourenço Nisticò Sanches

 

Utilizando de nossa razão, e mínimo bom senso, torna-se imperioso assumirmos a premissa de que somos seres imortais, que transcendemos à matéria – esta que apenas nos serve de veste temporária - sendo, pois, finita; em decorrência dessa realidade havemos de aceitar, embasados em mediano entendimento, que a essência que permanece subsistindo além do corpo físico é seguramente um vasto repositório de conhecimentos adquiridos ao longo de nossa existência mundana, e que vão se acumulando, desde sempre.

Quando se iniciou esse processo e qual o ponto final de destinação é tema controverso em que as várias correntes das ciências filosófico-religiosas se debatem em teorias e suposições várias, mais ou menos aceitáveis, tendo em vista a limitação ainda existente em razão do reduzido cabedal de conhecimentos que possuímos. A grande verdade é que nossa "sapiência" ainda é muito limitada e diminuta, temos que humildemente aceitar essa realidade. Muitas explicações refogem do alcance e da capacidade de nosso entendimento..., nos escapa até a idéia do que possa vir a ser o infinito, mesmo dentro das chamadas ciências exatas às quais já detemos avançados conhecimentos.

Para melhor compreendermos as largas dimensões do tema a que estamos nos referindo, façamos um paralelo com as experi~encias que vêm sendo levadas a cabo no gigantesco tunel sob a região dos Alpes, na Europa, com a construção do Grande Colisor de Hádrons (LHC) finalizado em meado de 2.008.

Testes inéditos buscam encontrar elucidações que culminem com explicações consistentes, aos cientistas, acerca da formação da matéria e, através dela, os corpos celestes e, por fim, o Universo.

As experiências nesse "tunel" permitiram a descoberta de uma partícula infinitesimal denominada de "Bóson de Higgs", ou "partícula de Deus", alcunha dada pelo físico Leon Lederman devido ao fato desta partícula permitir que as demais, dela originadas, possuam diferentes massas, tomando como referência o episódio narrado no Antigo Testamento a respeito da Torre de Babel - onde, por uma única ação do Criador, as pessoas que estaval erigindo a dita construção principiaram a falar linguas estranhas, desentendendo-se entre si - tornaram-se "diferentes".

Numa rápida apreciação sobre esse tema – atualmente tão em evidência no mundo científico – temos no modelo padrão, ora aceito para a formação do Universo, o longínquo e desconhecido instante em que teria ocorrido o chamado "Big Bang", caracterizado por uma explosão em nível sideral que teve, hipoteticamente (a fim de validar a teoria), como conseqüência o surgimento de uma partícula bosônica. Pois é essa partícula – que leva o nome do físico britânico Peter Higgs, que teria dado origem às diferentes massas das demais partículas elementares que acabaram por vir a se constituir em matéria.

O "Bóson de Higgs" teria desencadeado um processo em que a descomunal região "ocupada" pelo chamado "espaço" (hipoteticamente, até então vazio) estaria "espirrando" matéria por todos os lados, estas que vieram a se constituir nos corpos celestes; ressaltando-se que o "impulso" inicial provocado pelo "Big Bang" ainda permanece, dando sustentação à teoria científica da contínua expansão do Universo, em decorrência da força inercial decorrente daquela "explosão" cósmica.

Ilustração gráfica do efeito causado pelo "Bóson de Higgs"

 

As pesquisas seguem avante e no dia 4 deste mês de julho – 2012, cientistas do CERN - Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire anunciaram que, ao fim de 50 anos de investigação, descobriram uma partícula nova que pode ser o "Bóson de Higgs".

Pois bem, deixemos por hora os cientistas com suas experiências nucleares e retornemos à nossa mente, à nossa essência:

A "figura" originada pelos desdobramentos advindos, em razão da teoria ora palmilhada pelas experiências científicas práticas focando o "Bóson de Higgs", penso que, em raciocínio análogo – em direção inversa, pode ser utilizada alegoricamente na representação dos processos havidos em nossa mente, substituindo os corpos celestes "espirrados" pelo que se constitui na necessária conquista, sob forma de atração, de elementos imprescindíveis à nossa evolução como criaturas humanas, além de considerarmos o corpo meramente físico.

Ilustração gráfica do cérebro representando nossa essência sob a forma de mente

Temos vindo, ininterruptamente, ao longo de cada fração de tempo, acumulando experiências – e saber – à nossa essência desde que o sopro de vida nos animou, processo esse que abrange todas as áreas do conhecimento científico, tecnológico, humanístico, espiritual e também no que concerne à moral e ao burilamento das sensibilidades, do afinamento das "cordas" onde vibram nossos sentimentos, sobretudo a capacidade de amar, não é assim?

Nosso comportamento, portanto, bem assim as atitudes que tomamos no dia-a-dia, consideram especialmente as experiências similares já vivenciadas – e registradas em nosso "disco rígido", nesta vida ou no pretérito de nossa atual existência e, influenciando, acabam por nos nortear – contudo, nem sempre de maneira acertada; tudo a depender do nível evolutivo em que nos encontramos.

"O saber não ocupa lugar", não é esse o dito das avós de nossas avós, desde sempre?

Naturalmente não estou referindo-me à matéria que constitui a "massa cinzenta" de nosso cérebro, mas sim à nossa essência individual. Chamem-na como melhor aprouver: alma, espírito, "eu interior", etc.

De fácil entendimento, portanto, é aceitarmos o fato de que o "espaço" destinado a armazenar novos conhecimentos e, por conseguinte, nosso progresso e evolução são igualmente infinitos, tal e qual inversamente a representatividade da "criação do universo" com seus infindáveis corpos celestes sendo "espirrados" pela chamada "partícula original", em face à teoria científica abordada: eventual descoberta do "Bóson de Higgs".

A inspiração de Michelangelo Buonarotti  na execução de sua magistral arte para pintar a imagem de Deus quando criou o homem (Adão) na Capela Sistina, seria essa a retratação simbólica da efetiva "partícula de Deus" que animou o homem ?

Ao refletirmos e aprofundarmos nossa pesquisa neste tema, não poderemos nos esquivar da plena convicção acerca da responsabilidade que temos perante nós próprios: cumpre-nos conscientemente expandir nossos potenciais, conquistando o saber e aprimorando nossas energias vibracionais, estas que a exemplo das leis divinas emanadas pelo Criador mantém o equilíbrio gravitacional e a harmonia entre os corpos celestes.

Saibamos usar o livre-arbítrio concedido pelo Pai em favor de nosso progresso e apressemo-nos em não retardar empreender nosso esforço individual para alcançar a evolução que nos ofertará as bem-aventuranças que indistintamente todos tanto desejamos.

19 de julho de 2012

 

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