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sexta-feira, 21 de setembro de 2012Incentivo a vagabundagem, especialidade do nefasto barbudo....( que só não morre pois nem o paraíso, e muito menos o inferno, o quer!)
Análise: Brasil é o único país em que desocupação diminui e os gastos com seguro-desemprego aumentam
JOSÉ PASTORE
ESPECIAL PARA A FOLHA
O Brasil é o único país no mundo em que a desocupação diminui e as despesas com seguro-desemprego aumentam.
O paradoxo decorre de uma perversa articulação do seguro-desemprego com o FGTS.
Para fazer jus ao seguro-desemprego, o empregado precisa ter trabalhado pelo menos seis meses com registro
Há um furo nessa articulação. Veja o que pode acontecer com um empregado que ganha R$ 1.000 por mês e que completa um ano de trabalho na mesma empresa.
Nesse ano, ele acumula R$ 1.040 na conta do FGTS (inclusive a parcela do 13.º salário).
Ao ser desligado sem justa causa, ele saca esse total e recebe um adicional de R$
Como parte das verbas rescisórias, ele terá direito a R$ 1.000 de 13.º salário e R$
Uma vez despedido, ele receberá quatro parcelas no valor de R$ 763,29 de seguro-desemprego, ou seja, R$ 3.053.
Em resumo: durante os quatro meses de desempregado, ele disporá de R$ 6.826, o que dá uma média mensal de R$ 1.706.
É ou não é um estímulo para não trabalhar?
Para não perder o benefício do seguro-desemprego, ele opta por um emprego informal no qual ganhe R$ 1.000 por mês (ou R$ 4.000 nos quatro meses).
O ganho total subirá para R$ 10.826.
Para conter as despesas explosivas com seguro-desemprego, é preciso tapar os furos dessa sistemática.
JOSÉ PASTORE é professor de relações do trabalho da FEA-USP.
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