Caros,
Segue, em anexo, cópia do comentário publicado pelo jornalista Ricardo Noblat em seu blog. Indiretamente complementa a matéria de capa da revista Veja desta semana.
A matéria da Veja é muito fraquinha. Com exceção de uma ou outra revelação, nada ali é novidade. Rigorosamente não pode sequer ser chamada de “reportagem investigativa”. Parece que a única aproximação do repórter foi quando flagrou Valério na porta da escola, ao levar o filho bem cedo, para evitar ser visto por outros pais. Ao longo do texto, aparecem frases de Valério e, segundo o repórter, de pessoas próximas a ele. Em suma, Valério não foi entrevistado.
Quanto ao vídeo, se a quarta cópia enviada a J.Dirceu serviu como moeda de troca para negociar com o PT, nessa altura do processo do mensalão já não há o que negociar. O STF praticamente escancarou os autos e aceitou testemunhos, evidências e indícios como provas (ao contrário do processo contra Collor).
Se este vídeo realmente existe, pois tenho lá minhas dúvidas, de que vai servir a um homem que pode ser condenado a mais de 100 anos de prisão (evidente exagero da revista Veja) ?
A melhor garantia de vida para Valério seria detonar o esquema todo, com nomes e provas. Agora, no meio do processo que corre no Supremo.
Se este material explosivo se tornasse público, os demais envolvidos no esquema do Mensalão, além dos 36 já arrolados, a começar pelo molusco-chefe, passariam a ter muito trabalho para armar suas defesas, pois inevitavelmente seriam indiciados. Se a eliminação de Valério vier a acontecer, o vídeo ficaria enfraquecido como prova, pois os mortos não costumam ser boas testemunhas.
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