Art&MusicaLSlides® "A fragilidade político-partidaria e o desmoronamento do PT"
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terça-feira, 18 de setembro de 2012A fragilidade político-partidária e o
desmoronamento do PT
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Temos como exemplo de regime democrático, já de há muito, o sistema político que governa os Estados Unidos. Abraça quase que a totalidade da população em apenas duas correntes políticas: as formadas pelo Partido Republicano e pelo Partido Democrático.
Cada qual com suas bases e trincheiras ideológicas muito bem definidas e, sem se deixar influenciar por efêmeras ou escusas oportunidades de ocasião, é respeitado e sustenta o país desde a declaração de sua independência em 4 de julho de 1776.
O Brasil, declarando sua independência de Portugal em 7 de setembro de 1822, abandonou a Monarquia e instaurou a República em 15 de novembro de 1889, pouco mais de 67 anos após, e cerca de 113 anos depois de promulgada nos Estados Unidos.
A partir de então, incluindo o atual mandato presidencial, tivemos 36 governantes – incluindo a "República Velha" e o "Regime Militar".
Os partidos dos presidentes, além dos governantes do "Regime Militar", atingem a exagerada cifra de 16; em ordem cronológica, são eles:
1 - PR – Partido Republicano Federal;
2 - PRP – Partido Republicano Paulista;
3 - PRM – Partido Republicano Mineiro;
4 - PRF – Partido Republicano Fluminense;
5 - PRC – Partido Republicano Conservador;
6 - AL – Aliança Liberal;
7 - PSD – Partido Social Democrático;
8 - PTB – Partido Trabalhista Brasileiro;
9 - PSP – Partido Social Progressista;
10 - PTN – Partido Trabalhista Nacional;
11 - ARENA – Aliança Renovadora Nacional;
12 - PDS – Partido Democrático Social;
13 - PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro;
14 - PRN – Partido da Reconstrução Nacional;
15 - PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira;
16 - PT – Partido dos Trabalhadores.
Analisando esse histórico, inevitável é nos apercebermos de que as ideologias politico-partidárias mostraram-se extremamente frágeis ao longo de nossa República. Sem receio de incorreção na avaliação, inegável é que as figuras individuais dos políticos sempre foram "maiores" do que a de seus partidos, daí a enorme multiplicidade de siglas presentes na relação. Algumas responderam por mais de um mandato presidencial, seja com a reeleição presidencial ou então através de novos nomes.
Fato é que 36 presidentes de 16 partidos diferentes (exceção feita a dois do "Regime Militar") assumiram o cargo máximo da nação ao longo dos últimos 123 anos de República, com média de 3,4 anos por governante, e 7,7 anos por partido político.
A patente fragilidade dos partidos – a massiva maioria não mais existe, aliada aos baixos níveis educacionais da população, à sua precária politização e a aspectos histórico-culturais respondem pelo quadro.
Tem sido uma constante a criação de partidos em nosso país, verdadeiros "guarda-chuvas" para abrigar interesses personalíssimos de grupos cujo único fito é a conquista do poder, a qualquer custo. Sob essa batuta, as ideologias, se muito, restringem-se ao papel, portanto totalmente divorciadas do comportamento político de seus integrantes, a exemplo das alianças espúreas que testemunhamos em períodos pré-eleitorais, como presentemente se verifica.
Dizem: "O político tem que estar aberto às mudanças, evoluir, ser maleável..." Pergunto: evoluir para a amoralidade? Para "...o fim justifica os meios?"
Tristemente aos olhos da nação e para perplexidade internacional, estamos atualmente assistindo ao julgamento do maior escândalo político (conhecido) perpetrado com dinheiro público neste país e, quiçá, nas demais nações com democracias respeitáveis. E isso está ocorrendo, à inequívoca revelia do governo, em pleno mandato do PT – Partido político que patrocinou e protagonizou como "estrela" a farsa da pratica do esbulho ao erário a fim de beneficiar os interesses, no mínimo questionáveis, do governo capitaneado por "The dude" – "O cara".
Havia sido minuciosa, e maquiavelicamente, planejado e levado a efeito um plano de "perpetuação no poder", usando de todos os artifícios que a amoralidade dispõe..., o povo, ora o povo. Hipotecou-se o futuro da nação, moral e economicamente para que esse malfadado intento se materializasse.
As personagens, boa parte no banco dos réus no Processo em curso, quase todas as conhecemos, de A a Z, passando pelas que foram violentamente caladas por meio de crimes cuja investigação mantém-se sob o manto da suspeição.
Enfim, podemos observar o inevitável desmoronamento da imagem quase que vestal transmitida ao povo pelo PT - Partido dos Trabalhadores em seus primórdios, hoje, não mais.
Seus expoentes, um a um, estão sendo guindados à tona da lama criada e na qual chafurdavam..., é uma questão de tempo para que todos sejam desmascarados – punidos como o deveriam, reservo-me a duvidar.
De toda sorte, mais um partido se vai e com ele as esperanças que lhe foram depositadas...
Ao "Cara", a história se encarregará de noticiá-lo convenientemente... É também uma questão de tempo.
18 de setembro de 2012

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