Art&MusicaLSlides® Isabel - "Alzheimer"

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Isabel

O Alzheimer propagar-se-ia de uma região do cérebro para outra através dos circuitos cerebrais, segundo pesquisas feitas em ratos nos Estados Unidos que podem abrir caminho para tratamentos nos humanos.

Este estudo, divulgado on-line pela revista PloS One, confirma uma nova hipótese de evolução do Alzheimer, segundo a qual esta doença desenvolve-se um pouco como se fosse uma infecção.

Mas, neste caso, não se trataria de um agente infeccioso, e sim de uma proteína anormal chamada de TAU cuja agregação sob a forma de um filamento explode e destrói progressivamente o conjunto das células nervosas ou neurónios.

Esta descoberta sugere que bloquear atempadamente pode impedir a propagação desta doença devastadora e incurável.

"Pesquisas anteriores que foram realizadas com IRM (imagens por ressonância magnética) em seres  humanos já revelaram este tipo de propagação da doença", ressaltou o médico Scott Small, professor de neurologia da faculdade de medicina da Universidade de Columbia em Nova York, co-autor deste estudo.

"Mas estas diferentes pesquisas não permitiam mostrar com certeza que o Alzheimer se propaga directamente duma região do cérebro a outra", disse Small num comunicado.

Para provarem esta hipótese, estes pesquisadores desenvolveram ratos transgénicos portadores do gene que produz uma forma anormal da proteína humana TAU no córtex entorrinal, localizado na parte superior do lóbulo temporal do cérebro.

Os cérebros destes ratos foram analisados em momentos diferentes durante um período de 22 meses para estabelecer um mapa da progressão da proteína TAU.

Os pesquisadores comprovaram que, à medida que estes ratos envelheciam, a proteína propagava-se ao longo de uma passagem anatómica desde o córtex entorrinal, importante para a memória, até ao hipocampo, e dali ao neocórtex.

"Esta progressão é muito similar ao que nós vemos nos primeiros estágios do Alzheimer nos humanos", explicou a médica Karen Duff, professora de patologia em psiquiatria na faculdade de medicina da Universidade de Columbia, principal autora desta pesquisa.

Estes estudos também encontraram indicações que permitem pensar que a proteína TAU desloca-se de um neurónio a outro através das sinapses, tipo de vínculo entre as células cerebrais

 

 

 

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