Art&MusicaLSlides® "Fatalismo - Já estava escrito - Maktub"

Fatalismo

"Já estava escrito – Maktub"

 

*Lourenço Nisticò Sanches

 

Certo é que nos encontramos em permanente aprendizado, participando – com o esforço individual, no educandário em que se constitui a matéria. Somos almas encarnadas defrontando-se com situações, desde o berço, que ensejam o melhor aproveitamento da experiência carnal tendo em vista a evolução de nossa essência diante de sua eternidade.

A Misericórdia do Criador ao nos conceder o livre arbítrio, favoreceu a que, individualmente, colhêssemos o resultado das ações praticadas – positivas e negativas, assim também os méritos da dedicação que nos cabe exercer para agregarmos o saber e a sutileza dos sentimentos, notadamente o amor fraternal e o perdão, condição essencial ao progresso.

Ao entendermos e aceitarmos essa realidade torna-se imperioso descartarmos a crença que defende o fatalismo, normalmente se fazendo acompanhar – e como "explicação", de algum malefício – evidentemente indesejado.

As ocorrências mais importantes em nossas vidas devem ser entendidas como oportunidades ao nosso crescimento – resgates e provas às quais somos submetidos, e não como algo proveniente de imutável plano pré-determinado.

Sabemos que a "lei da ação e reação", ou o "colher em acordo com o que se plantou" – sendo este facultativo, subalterna-se igualmente à Misericórdia do Pai Eterno, que é soberanamente justo. Deseja Ele, isto sim, que a dádiva da felicidade venha a estar presente no cotidiano de nossas vidas.

Ainda egatinhamos..., precisamos aprender a caminhar, consequentemente as lições nos são necessárias.

Temos a responsabilidade de responder pelos erros cometidos, do presente e do pretérito, especialmente quando esses trazem conseqüências danosas a outrem, entretanto, não mais a "Lei de Talião" – ou do "olho por olho, dente por dente" pode ser concebida, mas sim a "Lei do Amor" tão bem exemplificada por Jesus.

O imprescindível resgate de débitos contraídos pode ser atenuado em face do arrependimento, da assunção de sentimentos nobres e de novos valores que pautem o dia a dia de nossas vidas: o cultivo e a aplicação sinceras dos ensinos do Mestre Nazareno, enfim, a consciência devida de que exclusivamente a nós cabe nortear os rumos do futuro pessoal, balizado pelas "Leis Imutáveis" do Criador – tendo no amor fraterno sua excelência.

 

 

18 de outubro de 2012

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário