Art&MusicaLSlides® "Lula: Resposta ao mensalão..."

No jornal “Folha de S.Paulo”, edição de hoje – sexta-feira, 12 de outubro de 2012, vemos estampado em sua manchete a matéria cujo título retrata o esbravejar de Lula:

Resposta ao mensalão será dada nas urnas, afirma Lula a petistas

A seguir o texto, assinado por Valdo Cruz e Natuza Nery:

Em reunião com Dilma Rousseff e alguns de seus ministros, o ex-presidente Lula fez seguidas reclamações dos ministros do Supremo Tribunal Federal, acusou a corte de promover um julgamento político e conclamou aliados a dar a "resposta" nas urnas.

O tema foi debatido em encontro anteontem em São Paulo para avaliar o quadro eleitoral. Participaram os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), além de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência.” (Grifos nossos)

É realmente extremamente grave o pronunciamento de Lula, especialmente pelo fato de até recentemente ter ocupado a cadeira presidencial, por dois mandatos, além de contar com a aquiescência da atual chefe da nação – “quem cala consente”, não é assim!

Felizmente o Brasil é um Estado Democrático, onde os três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário, devem exercer harmonicamente, com independência, e respeito a Constituição e às leis – civis e criminais, que balizam a sociedade.

Demonstra Lula, com o testemunho de seus apaniguados, absoluto desprezo pela Carta Magna – a Constituição Brasileira. Qual um arremedo de caudilho mambembe não percebe o alcance de suas palavras, pretensamente desejáveis que viessem a se transformar em ação concreta – assim como o “mensalão” o foi.

A completa falta de senso, própria da amoralidade, cega totalmente a personagem alcunhada de “The Dude” – “O Tal” em bom português, em face de seu personalíssimo julgamento de que tudo lhe é permitido e, se por ele praticado deve ser legitimado.

Com sua pouca leitura (para sermos condescendentes), certamente não conhece o episódio a seguir narrado:

Recordemos a célebre frase do "Moleiro de Sans-Souci", imortalizada pelos versos do escritor francês François Andriex (1759-1833) e que foram ditas face um episódio ocorrido com Frederico II “O Grande”, rei da Prússia e um dos maiores exemplos da história de "déspota esclarecido".

O rei queria comprar a casa de um moleiro e este recusava-se em vender argumentando que aquele lar havia sido o berço de seu pai e que também haveria de ser o de seus filhos. O rei insistiu, dizendo que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade.

Nesse momento o moleiro teria dito a célebre frase: “Como se não houvesse juízes em Berlim!”

Pasmo com a ousada e certamente ingênua resposta, que indicaria a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei na Justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito em paz.

O episódio imortalizado em versos passou para a história como um símbolo da independência possível e desejável da Justiça. Até hoje, sempre que um juiz corajoso se posiciona com independência e justiça, ouve-se a expressão "ainda existem juízes..."

Pois assim é, felizmente..., no Brasil também temos juízes, e a Suprema Corte de Justiça já se pronunciou acerca do mal feito à nação durante o período em que Lula esteve como presidente.

A resposta do povo já foi dada por intermédio do Poder Constituído, nada mais restando a ser dito quanto a esse mister, ou será que Lula, inconformado, estaria deixando escapar – fruto de algum eventual devaneio de perpetuação no poder, já que o “mensalão” não logrou êxito, o desejo de uma revolução popular?

 

LSlides.

 

 

 

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