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“Accident prone” – Propensão a provocar acidentes

Fazendo parte da cultura inglesa e norte-americana, o termo “accident prone” é comumente utilizado para distinguir pessoas que – de alguma maneira – possuem, além do normal, a possibilidade constatada de produzir acidentes, para si mesmos, para a empresa em que trabalham, ou em seu ambiente doméstico – incluindo a atividade esportiva e de lazer.

Accident-proneness é a conhecida tese de que algumas pessoas podem ter a predisposição, ou seja, que elas podem ser mais propensas, a sofrer e provocar acidentes – tais como acidentes na aviação e acidentes de trabalho/domésticos – do que outras pessoas.

Este tema, na Inglaterra e USA, é considerado bastante sério, a ponto de poder ser usado pelas empresas seguradoras como razão para negar qualquer tipo de seguro para tais indivíduos.

Os primeiros trabalhos sobre este assunto remontam a 1919, em um estudo realizado por Greenwood e Woods, que estudou trabalhadores de uma fábrica britânica de munições e descobriram que os acidentes ocorridos foram distribuídos de forma desigual entre os trabalhadores, concentrado em uma proporção relativamente pequena de indivíduos, tendo em vista a grande maioria dos acidentes ocorridos.

Pesquisa mais aprofundada acerca dessa propensão em provocar acidentes foi realizada nos anos de 1930 e 1940.

O assunto ainda permanece sendo objeto de estudo.

A investigação sobre a propensão em provocar acidentes é de grande interesse em engenharia de segurança, onde os fatores humanos, como erros de trabalhadores, erros por parte de operadores de usinas nucleares especialmente, podem ter conseqüências graves sobre a confiabilidade e a segurança de um sistema.

Uma das áreas de maior interesse e investigação mais profunda no tema da “propensão em provocar acidentes” é a da aeronáutica, onde os acidentes foram revistos a partir de fatores psicológicos e humanos, em confronto com falhas mecânicas e técnicas, razão pela qual tem havido muitos resultados conclusivos ao constatar que o fator humano exerce grande influência sobre essas ocorrências.

Evidência estatística

A evidência estatística demonstra claramente que indivíduos diferentes podem ter diferentes taxas de acidentes entre si. Também parece haver uma variação substancial nos índices de acidentes pessoais entre indivíduos.

Dúvida

No entanto, uma série de estudos ainda apresenta dúvidas sobre se a propensão a acidentes realmente existe como uma persistente síndrome fisiológica ou psicológica distinta independentemente verificável. Embora tenha sido conduzida uma investigação substancial dedicada a este assunto, ainda parece não haver elementos de evidência conclusiva a favor ou contra a existência dessa propensão em provocar acidentes.

Natureza e as causas

A exata natureza e as causas da propensão em provocar acidentes, assumindo que ela existe como uma entidade distinta, ainda é desconhecida.

Fatores que foram considerados como associados com a propensão em provocar acidentes incluíram a distração, a falta de concentração, a desatenção, a impulsividade, a predisposição além do habitual para assumir riscos em decisões, etc., bem assim a possibilidade da existência de desejos inconscientes para criar acidentes, como forma de obtenção de ganhos secundários.

Estudos sobre a velocidade e precisão de raciocínio usando uma folha de teste, projetado especialmente para se encontrar uma figura específica de formação cultural dentre várias imagens apresentadas de pessoas com etnias distintas, como o japonês, chinês, russo, espanhol, filipinos, tailandeses e centro-americanos, têm se revelado muito útil no campo da identificação da formação educacional, ou experiência de estudo, sendo fator-chave na determinação da capacidade de concentração. A triagem de novos funcionários que utilizaram este teste resultou na diminuição drástica dos acidentes de trabalho em diversas empresas.

Referencias:

Greenwood, M. and Woods, H.M. (1919) A incidência de acidentes industriais relacionados com indivíduos portadores de históricos com referências especiais em múltiplos acidentes industriais. “Industrial Fatigue Research Board, Medical Research Committee, Report No. 4. Her Majesty's Stationery Office, London.

 

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