Art&MusicaLSlides® "Duas retas paralelas encontram-se no infinito"

“Duas retas paralelas encontram-se no infinito”

Assumindo que o infinito não é um número, e sim uma abstração.

*Lourenço Nisticò Sanches

Em uma visão imediatista não serão, ideologicamente, os partidos políticos concorrentes entre si, tal e qual?

Há, contudo que se considerar a abstração antes mencionada, afinal estamos tratando do bem e do progresso do país, e isso não é uma conjectura, mas sim o objetivo concreto que, presume-se, é perseguido por todas as agremiações políticas – independentemente de suas colorações.

Isto posto, observamos com desagrado o digladio entre políticos de partidos diversos quando verificamos que a única e exclusiva motivação que os impele nos embates é a conquista do poder para seu grupo, acompanhado de seu rico butim, naturalmente. Tem sido assim desde o Brasil-colonia.

Naturalmente estamos excluindo deste breve enfoque a incompetência da máquina governista e os interesses escusos, aliás, muito comum entre as classes governantes, e não apenas em nosso país. Os noticiários internacionais estampam diariamente em suas manchetes.

A salutar discussão de idéias, métodos, prioridades e programas – todos voltados para o bem da nação são protocolares e servem apenas de palco cenográfico a fim de permitir a “performance” da expressiva maioria dos políticos, personagens de enredos bizarros que ocultam interesses personalíssimos.

Será impossível aos brasileiros que buscam na política um meio, e não um fim, abraçarem compromissos suprapartidários tendo exclusivamente como objetivo o bem da nação? O que os impede de assim agirem?

Em quem deveremos acreditar? Nos representantes do ranso que por caminhos enviesados e espúrios quer se perpetuar no poder, a qualquer custo, ou nas alternativas representadas por políticos que ora ensaiam em se lançar candidatos.

Onde estará o ideal, ou algo próximo dele?

Com quem identificaremos a chancela do tão escasso idealismo entre os postulantes ao governo federal, se é que porventura em algum deles exista?

As “paralelas” já começaram a ser traçadas a caminho de 2014, o confronto caminha para o acirramento. E como essas “retas” (serão mesmo retas?) não se encontrarão senão no infinito, é nossa tarefa sopesar com extremo critério qual dos caminhos melhor atenderá o Brasil, a fim de prepararmos o país para que no futuro as Casas do Parlamento cinjam-se a discutir a esperada confluência dos programas políticos dos partidos com o desenvolvimento da nação, e exclusivamente sob essa égide balizar os atos do Poder Executivo.

Urge de o Brasil desvencilhar-se dos que fazem da política um instrumento para servir-se do país, e não de a ele servir impulsionados unicamente pelo idealismo de contribuir com a contínua construção de uma nação moderna, justa e igualitária para todo o seu povo, sem objetivos paralelos.

 

 *Lourenço Nisticò Sanches – Profissional de Marketing – pesquisador, cronista e articulista

 

 

 

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