Art&MusicaLSlides® "O palco já está montado"
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segunda-feira, 13 de maio de 2013O palco já está montado
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O público pagante – todos os brasileiros aptos a votar, já começou a notar o início das encenações, em clima imposto pela batuta dos marketeiros de plantão – nas mais das vezes assistindo a imagens na TV secundadas por discursos recheados de falácias, nada comprometidos com os interesses republicanos.
Já se sabe o título do espetáculo que iremos presenciar, resta ainda conhecer os nomes de todos os protagonistas, e seus acólitos.
O partido que está no poder nele quer se perpetuar, razão suficiente para utilizar a máquina administrativa e, além da “caneta”, todos os instrumentos de que dispõe para alcançar seu intento..., e haja instrumentos – ou o nome seria outro? Os escândalos de conhecimento público e que se somam ao longo dos últimos 12 anos nos fazem imaginar do quão são capazes... O Ministério Público e o STF que o digam !
A célebre estratégia de Napoleão – “dividir para conquistar” deverá ser objeto de inúmeros conchavos – a maioria orquestrados na calada da noite e em ambiente de confessionário, sem conhecimento do público, naturalmente: “quando eu sei que você sabe, que eu sei que você sabe que eu sei, nada mais é preciso ser dito” (conforme conhecido ditado suíço-alemão), tão somente paga-se o preço pactuado. Aliás, os recursos desses “pagamentos” sempre provém do erário..., e o povo que se exploda, diria Justo Veríssimo – imortal personagem de Chico Anísio.
É nesse clima que os “competidores” irão conduzir suas campanhas, tanto a situação como a oposição, afinal o butim vale a pena: nada menos do que a cadeira presidencial !
Há pouco presenciamos os motes “é preciso fazer mais” (PSB) e “podemos fazer cada vez mais” (PT), cópias mambembes do “yes we can” (sim, nós podemos) utilizado por Barack Obama em sua campanha vitoriosa de 2012 nos USA. Agora o “novo” clipe do PT ressuscita parte do célebre discurso “The Gettysburg Address “de Abraham Lincoln: “...que o governo do povo, pelo povo e para povo...”, recitado em ritmo de jogral pelos dois expoentes mais conhecidos do partido: o ex ocupante do Palácio do Planalto e a atual presidente, postulante à reeleição.
Resta-nos, na frágil democracia em que ainda nos encontramos buscar, desde já e conscientemente, as imprescindíveis, e confiáveis, informações que nos orientem e dêem lastro para exercer nossa obrigação cívica quando das próximas eleições.
Não mais podemos nos deixar levar por circunstâncias de momento, por bairrismos, por palavras fáceis de candidatos que nenhum compromisso guardam com a ética e com a realização de suas promessas, ou ainda, se as cumprem o fazem às custas do empenho futuro de nossa economia; todos teremos que pagar por essa conta que, mais dia, menos dia, certamente nos será apresentada pelos sistemas financeiros nacional e internacional!
Não podemos nos deixar enganar por dados fictícios da economia, muitos dos quais manipulados, por quadros estáticos que nos mostram apenas a situação presente, desvinculada da responsabilidade para com o futuro, com o inexorável pagamento das dívidas contraídas – tanto internas quanto externas. O discurso da quitação da dívida com o FMI não significa que “zeramos” a dívida externa, pelo contrário esta voltou com números extremamente elevados, maiores do que há doze anos, embora essa realidade nos esteja sendo omitida.
A situação é preocupante, as prateleiras dos supermercados atestam a elevação dos preços..., e mais o será se não escolhermos corretamente quem irá dirigir os destinos da nação brasileira no próximo mandato – seja de quatro ou de cinco anos (sem reeleição), conforme lúcida proposta do senador Aécio Neves.
Não nos esqueçamos de que estamos inseridos em um mundo globalizado, sujeitos aos reflexos dos altos e baixos da economia mundial..., não somos uma “ilha”, olhando apenas para o próprio umbigo, como alguns políticos da situação querem deixar transparecer. A “maquiagem” não mais se sustenta !
Para o bem de todos nós, e do Brasil, temos que apoiar o candidato que verdadeiramente apresente um programa viável de desenvolvimento sustentável para o país, que demonstre efetivamente possuir condições de executá-lo, e de honrar com os compromissos assumidos interna e externamente, e não cometermos o erro de eleger quem busca o poder a qualquer custo..., exclusivamente para matreiramente dele se locupletar !
Chega de palavras de ocasião e discursos sustentados pela areia movediça apedeuta, pelo engodo ladino e pela voz do orgulho, este que exala complexo e que é cego por definição.
Urge que sejamos governados com a seriedade que o Brasil e seu povo merecem, não temos mais tempo a perder !
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