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sexta-feira, 21 de junho de 2013Porto Alegre, 21 de Junho de 2013
A violência maior não vem das manifestações
Postado por Juremir em 20 de junho de 2013
O vandalismo é sempre inaceitável. A destruição de contêineres e de vidraças, embora muito criticável, é uma violência bem menor do que a praticada com aparentes bons modos pelos privilegiados do Brasil. Os saques, como
Pagamentos retroativos de auxílio moradia e alimentação ao judiciário são outra bofetada no rosto incrédulo de todos nós. A alteração de nossas leis para contentar a Fifa tem o efeito de choques elétricos nos órgãos genitais dos nossos cidadãos. A confissão feita por políticos de que obras fundamentais só estão sendo realizadas por causa da copa do mundo é um pontapé em nossas canelas. Os aumentos injustificados das passagens de ônibus para garantir a taxa de lucro de empresas gananciosas foi um dos mais estrondosos atos de vandalismo praticados no Brasil pós-ditadura.
A construção de estádios faraônicos em cidades sem futebol dói no corpo de cada brasileiro como um ato de tortura.
São muitas as bofetadas na cara de cada brasileiro. É uma bofetada os mensaleiros petistas e seus aliados, condenados pelo STF, não estarem cumprindo suas penas e dois deles, João Paulo Cunha e José Genoíno, integrarem a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados; outra estrondosa bofetada é a permanência de um deputado homofóbico na presidência da Comissão de Direitos Humanos. É uma bofetada os mensaleiros tucanos, inventores do golpe
Tomamos bofetadas cotidianas. Somos vítimas do vandalismo engravatado de políticos, empreiteiros, adulteradores de leite, exploradores de pedágios, aproveitadores de serviços públicos sem licitação e tantas outras modalidades invisíveis de depredação do patrimônio público e do que é de cada um de nós. Somos “simbolicamente” violentados, estuprados, pisoteados, enganados, enrolados, tudo em nome da governabilidade, do desenvolvimento econômico, da racionalidade, da responsabilidade, da sensatez e até da empregabilidade.
A corrupção é uma violência histórica contra os brasileiros que se renova a cada governo, com qualquer partido no poder, na ditadura ou na democracia. A maior bofetada é o cinismo dos políticos que, obrigados a abdicar de algum privilégio, tratam de retomá-lo com novas legislações e novo nome pouco depois. A plebe está cansada de apanhar.
Os donos do poder que abram o olho.
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