Art&MusicaLSlides® "O 'X' do Banco Imobiliário"
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domingo, 7 de julho de 2013O "X" do Banco Imobiliário * Até a idade juvenil das gerações anteriores ao advento da telinha da Internet e, mais recentemente, a profusão dos smartphones – quanta saudade..., as distrações proporcionadas pelos "jogos em grupo", estimulavam a convivência presencial entre familiares e amigos – nada era virtual. Desde os mais simples jogos de figurinhas e de cartas até outros mais complexos: os chamados jogos de tabuleiro. Dentre estes últimos, destacava-se o Banco Imobiliário. Banco Imobiliário (ou Monopólio) é um dos jogos de tabuleiro mais populares do mundo, em que propriedades como terrenos, casas, hotéis e empresas são compradas e vendidas. No desenvolver do jogo, alguns jogadores ficam ricos enquanto que outros vão à falência. A versão atual foi editada nos Estados Unidos em 1935 por Charles Darro; no Brasil a Estrela produz o Banco Imobiliário desde a década de 1940. As regras que constituem a mecânica de jogo foram baseadas no The Landlord's Game de Elizabeth J. Magie Phillips, que o criou com a proposta de ser uma ferramenta para ensinar a teoria do economista Henry George sobre taxa simples. Nesse jogo a estratégia sobrepõe-se à tentação – para alguns chegando à ganância visionária, de comprar imóveis e empresas a fim de formar considerável patrimônio, possibilitando rendimentos provenientes da cobrança do aluguel aos demais jogadores que, ao rolar os dados, acabem por cair nas "casas" daquelas propriedades. Ocorre que o equilíbrio estratégico entre a disponibilidade do montante de capital sonante e a aquisição de bens acaba por revelar a chave do sucesso para o melhor jogador, mesmo ao se considerar a casualidade aleatória imposta pelos dados, que determinam os imóveis que são acessados por cada jogador em cada rodada do jogo. Todos possuem as mesmas chances e têm que jogar os dados. A dependência desse fator (sorte) que escapa ao controle do jogador, na vida real pode ser comparada com a visão empreendedora do investidor, aliada a esperada ação positiva de terceiros em atendimento aos interesses do player – não mais no Banco Imobiliário, mas no mercado real. Sendo múltiplos os componentes exógenos, em especial, pode-se destacar que atrelar interesses empresariais à disposição favorável de políticos representa enorme risco, mesmo quando existe alguma participação velada, tendo em vista que os meios para alcançar os díspares objetivos destes últimos são extremamente versáteis, e voláteis, nada confiáveis – situação que se verifica não só no país Tupiniquim. A entrada para o regime capitalista de muitos países da antiga Cortina de Ferro, somados a muitos exemplos colhidos na África ratificam a predominância do terreno movediço dessa realidade. Fascinantes as lições e os ensinos que podem ser conquistados ao simplesmente brincar com o Banco Imobiliário, pena que nem todos os candidatos à lista do Forbes aprenderam a jogá-lo quando mais jovens... * 7 de julho de 2013

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