Art&MusicaLSlides® "Considerações acerca da humildade"
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quarta-feira, 23 de maio de 2012Considerações acerca da humildade * Nas enciclopédias e, em especial, na Wikipédia (a enciclopédia livre na WEB) encontramos a palavra humildade com a seguinte definição: "Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa modéstia, cordialidade, respeito, simplicidade, honestidade e passividade. A humildade dos que vivem na pobreza, pode ser vista, pelos ricos, como uma fraqueza ou maneira de promover reverência e submissão das classes populares. Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que "por detrás da matéria há algo de inexplicável". Por humilde também se pode entender a personalidade que assume seus deveres, obrigações, erros e culpas sem resistência. Assim, se pode dizer que a pessoa ou indivíduo "assume humildemente". É, portanto, de mediano entendimento que os atributos simplicidade e modéstia representam corolários da humildade, virtude desejável em todo ser humano. Estamos ainda carentes do aprendizado - e sua consequente prática, dos atributos que servem de parâmetro para moldarmos o caráter e a moral do verdadeiro homem de bem, aqueles que futuramente deverão constituir uma sociedade mais justa e equilibrada, onde todos teremos a oportunidade de receber, e de exercitar em nosso convívio, o respeito de forma substantiva – uns para com os outros, sem qualquer distinção ou preconceitos. Infelizmente, conforme explicitado no texto enciclopédico, individuos menos "polidos" em seus valores morais confundem a postura simples e modesta com a submissão, e adjetivos outros tais como fraqueza, falta de firmeza, de consistência e profundidade em seus conhecimentos, inconstância, destímulo, indolência, etc. são erroneamente utilizados, transformando em pecha o que deveria ser reconhecido como qualidade. Igualmente as chamadas elites têm sua definição distorcida por razões de cunho eminentemente cultural, tendo em vista o fato de que o termo deveria ser empregado para adjetivar todo aquele que se destaca em seu grupo de influência, seja entre amigos, na vida profissional, na comunidade em que vive, no país, ou até mesmo em nível mundial, transformando-se em referêncial para a sociedade. Alguém já parou para pensar que luminares de todas as áreas do conhecimento humano – de todas as eras, constituiram-se na elite – o crème de la crème, em suas épocas ? Quer no campo científico, no tecnológico, nas artes plásticas, quer na música, nos conhecimentos humanísticos, e mesmo no filosófico-religioso, esses indivíduos que se destacaram devem ser classificados como elite. Muitos deles mudaram paradigmas e chegaram a transformar o mundo! Os "senhores do poder" – político ou financeiro, devem demonstrar humildade para serem queridos pelo povo e pelos seus profissionais subordinados, mas essa virtude demonstrada (muitas vezes alardeada) será acaso verdadeira? Faz-se manifestar pela constância de um comportamento compatível? A simplicidade e a modéstia, atreladas à paciência com aqueles que não detém seu saber ou autoridade, são manifestas ou restringem-se ao aparente? Evidentemente os méritos e o reconhecimento são devidos a todos que se esforçaram para sair do lugar comum e se destacaram idealisticamente a fim de contribuir de forma a beneficiar o plural da sociedade; todas as conquistas nesse campo são dignas de louvor e devida manifestação de respeito. Acreditemos, momento chegará em que as experiências vivenciadas e o conhecimento serão os atributos que irão diferenciar os homens, não os valores morais então conquistados e que permearão por toda a humanidade, com insignificantes distinções individuais. Para atingirmos a esse patamar é necessário nos esforçarmos para tal, não apenas entesourando nossa "humildade" – ou aquela que imaginamos possuir, mas fazendo dela – isto sim, norma de nossa conduta através do exercício natural da simplicidade e da modéstia que devem caracterizar o comportamento, a postura de nós todos, independentemente da posição relativa galgada na sociedade, da riqueza amoedada, dos conhecimentos tecnicos, científicos ou filosóficos eventualmente alcançados; estes todos podem ser obtidos com maior ou menor sacrifício, mas os valores morais intrínsecos à verdadeira humildade ah..., esses se encontram no âmago de nossa essência, devendo ser conquistados apenas no exercício diário e constante do aprimoramento moral e do amor ao próximo, assim como há muito já nos foi ensinado! 23 de maio de 2012

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