Art&MusicaLSlides® "A presunção mambembe"
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012A presunção mambembe
* Lourenço Nisticò Sanches
Nos tempos em que vivemos – em esfera global – salvo raríssimas exceções honrosamente distinguidas, o comprometimento das pessoas sofre severamente com a ausência da aplicação dos valores morais desde sempre exemplificados por luminares de nossa história; estes que deveriam consubstanciar seu comportamento diante de si próprios e frente àqueles outros em que são mantidas as relações de sociedade, quer pessoais ou profissionais, inclusive as que podem ser exclusivamente classificadas como de senso filosófico religioso.
Imperioso é que exista, minimamente, uma base sólida de formação nos indivíduos a fim de nortear a conduta respeitosa entre os mesmos, situação essa que exclui radicalmente a presunção, característica inerente às pessoas míopes na essência, que ainda detém fragilidade no conhecimento e consequente prática dos princípios que elevam o ser humano.
Até mesmo em família sucedem essas "falhas" de conduta, às quais para os lamentavelmente exíguos "dinossauros sobreviventes – verdadeiros corações valentes" - que encarnam a postura de quixotescos guardiões da honra e dos bons costumes, não passam do produto de profunda degeneração de caráter – infelizmente algo excessivamente comum e rotineiro na atualidade, particularmente em nosso país. Com o desnvolvimento das comunicações, pela Internet estamos ainda mais expostos, lamentavelmente.
Sem o mínimo pudor tais elementos utilizam-se com vilania da fabricação matreira de "escritos mambembes" alicerçados em verdades por eles fabricadas para destilar o caldo pestilento no qual chafurdam solitarios contaminando a tudo e a todos ao seu derredor.
Após, maliciosamente, calam-se quando deveriam falar, e serpenteando não se detém, de molde a tentar destruir a imagem e os valores desde sempre cultivados por quem quer que seja, tudo para exclusivo gáudio de seu gigantesco e desestruturado ego.
Quanta pretensão, tendo em vista a patente fragilidade moral, de costumes, de cultura e de conhecimento literário!
Ao levarem a cabo suas ações, o fazem utilizando-se de todas as máscaras para ocultar o grotesco e apresentam-se mais empavonados do que nunca, esquecendo-se que seus pés são incrivelmente feios denunciando seu interior camuflado e tornando cada vez mais concreta a assertiva de que a maioria desses indivíduos, por vezes tropeçam na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua apressadamente o seu caminho, como se nada tivesse acontecido..., tal é sua triste radiografia.
Não há nenhum pensamento importante que a burrice (sempre) orgulhosa não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da mentira; a verdade, porém, tem apenas um traje destinado à cada situação, e um só caminho; e sempre estará em vantagem alcançando inexoravelmente – mais dia, menos dia – o triunfo!
Pobres e infelizes seres miméticos...! Não conseguem se aperceber que em bem próximo futuro, senão hoje mesmo, pagarão elevado preço ao inevitavelmente serem compelidos a colher os resultados de seu plantio... A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória!
"Pode-se enganar a poucas pessoas por muito tempo, pode-se enganar a muitas pessoas por algum tempo, mas não se pode enganar a todas as pessoas por todo tempo" – Abraham Lincoln.
O homem reto e de princípios, todavia, comprometido com a honra e com os valores perenes, destarte, possui no substantivo do empenho de suas sopesadas palavras, semelhante a tiro infalível e certeiro, o único caminho de sua conduta; e ao empreender construtivamente seus esforços é sempre auxiliado por irresistíveis forças que o conduzem à consecução vitoriosa da obra benemérita à qual sempre se encontra comprometido - o Universo como que "conspira" a seu favor, oportunidade em que estes idealistas colocam-se, pessoalmente, tão somente como meros instrumentos úteis ao amparo e progresso plural de seus semelhantes, sem nada para si esperar ou exigir, a não ser o que a ética assim determina.
"Não sou o que devo ser, não sou o que quero ser, não sou o que um dia espero ser; mas graças a Deus não sou o que fui antes, e é pela graça de Deus que sou o que sou." – John Newton.
Ao concluir esta crônica acerca do tema em epígrafe cumpre ainda salientar:
A confiança, o respeito e a verdade, constituem estrutura basilar sem a qual nenhum relacionamento subsiste, por maior que seja o desprendimento, a boa vontade e o sentimento quando estes cingem-se ao unilateral.

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