BAlelA - ARte e cULTurA O Corpo e Meu e Faço Dele o Que Eu Quiser

O Corpo é Meu e Faço Dele o Que eu Quiser
                                                                                              
O corpo é o templo da alma
Onde o sonho pode habitar
Dentro dele há fúria e calma
Como o mais profundo mar!
 
Porém, meu sentimento
É o rei deste leve templo!
Quem manda nele é minha consciência
Com coragem, vontade e paciência!
 
A sociedade deseja prender
Com as algemas do preconceito
O meu inocente corpo ao alvorecer
Junto com as cordas do medo!
 
Porém o corpo é meu
E faço dele o que quiser
Quando tudo escureceu
Descobri que sou mulher!
 
Se dentro de mim, eu não desejar outra vida
Tenho o direito de fazer uma despedida!
Se quiser tirar um pedaço que me faz mal
Este direito é legítimo e, totalmente, natural!
 
Ninguém tem o direito
De possuir meu corpo à força
Ele é meu templo perfeito
Sei que posso lutar, não sou sonsa
 
Se eu quiser caminhar nua
Pela movimentada passarela
Sob a luz do Sol, ou, da Lua
A magia sempre será bela!
 
Tudo porque o corpo é meu
E faço dele o que quiser
Quando tudo escureceu
Descobri que sou mulher.
Luciana do Rocio Mallon
 
 
 
 
 
 

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